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O Inventário das Coisas Ausentes, Carola Saavedra, 
São Paulo: Companhia das Letras, 2014, 128 pág.

Saudações Leitores!
O Inventário das Coisas Ausentes (2014), escrito por Carola Saavedra (uma escritora que passei a admirar), é quase um livro dentro do livro, além do mais, há tanto em suas entrelinhas que as 128 páginas tornam-se muito mais, levando em conta a perspectiva subjetiva. Carola escreveu outros dois livros resenhados, aqui, no blog: Paisagem com Dromedário e Com Armas Sonolentas.

O livro é dividido em duas partes: Caderno de Anotações e Ficção. Além do mais, a estória é contada por um narrador, que é escritor. O narrador vai descortinando partes da vida de Nina, uma jovem de 23 anos que lhe deixa dezessete diários antes de sumir, ao passo que também vai revelando partes de sua própria vida e dos seus projetos literários, bem como exibindo algumas de suas ideias para livros e as possibilidades de desenvolvimento.
"... sempre gostei de pessoas sentadas num banco, sozinhas, escrevendo ou desenhando, dão a impressão de que se bastam, apenas elas e o caderno. São pessoas que não precisam de ninguém, ninguém que as entretenha, ninguém que lhes faça um agrado, ou lhes diga algo triste ou surpreendente."

Resenha: O Inventário das Coisas Ausentes - Carola Saavedra

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Saudações Leitores!
Li Com Armas Sonolentas e até já fiz resenha escrita aqui o blog, mas não resisti em mostrar aos inscritos do Canal um pouco mais sobre o livro na expectativa de minha indicação chegar a muitas outras pessoas. Se você gostou, ajuda a compartilhas?
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Resenha: Com Armas Sonolentas - Carola Saavedra (Vídeo)

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Com Armas Sonolentas: um romance de formação, Carola Saavedra, São Paulo: Companhia das Letras, 2018, 272 pág
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Saudações Leitores!
Com Armas Sonolentas: um romance de formação é o mais novo lançamento da escritora chilena radicada no Brasil: Carola Saavedra, dela já li e resenhei Paisagem com Dromedário. Carola também escreveu Toda Terça (2007), Flores Azuis (2008) e O Inventário das Coisas Ausentes (2014), livros que tenho muita vontade de ler também.

Em Com Armas Sonolentas vamos acompanhar a história de três mulheres (Anna, Maike e uma mulher que não sabemos o nome) que aparentemente são independentes, mas quanto mais o leitor vai lendo, mas vai percebendo as conexões entre estas personagens, aliás mesmo o leitor sacando a conexão entre as três, há sempre um mistério que nos deixa presos a narrativa para tentarmos descobrir e descortinar o que está sendo contato.

Resenha: Com Armas Sonolentas - Carola Saavedra

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Saudações Leitores!
Essa é o primeiro livro que li da Carola Saavedra, até um tempo atrás eu nem sequer conhecia essa escritora, mas a conheci quando a Nana, uma garota que sigo no skoob [que tem os mesmos gostos que eu], adicionou, leu esse livro e comentou que ele era muito bom e que indicava o livro para quem gosta de Clarice Lispector, não bastou outra indicação. Solicitei o livro para a Companhia das Letras e quero agradecer muito a editora por ter me enviado para eu poder resenhar para vocês, confiram!


Paisagem com Dromedário, Carola Saavedra, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, 168 pág.

Paisagem com Dromedário escrito pela escritora e tradutora chilena Carola Saavedra, radicada no Brasil, pois aos três anos de idade veio para o país. Atualmente vive no Rio de Janeiro, mas já morou na Espanha, França e Alemanha. Ao todo já publicou quatro livros: Do Lado de Fora (2005), Toda Terça (2007), Flores Azuis (2008) – prêmio APCA de melhor romance – e Paisagem com Dromedário (2010) – prêmio Rachel de Queiroz, categoria jovem autor. A autora também já ficou entre os finalistas dos prêmios São Paulo de Literatura e Jabuti. Carola também teve dois de seus romances publicados no exterior e já participou de várias antologias.
O livro é narrado em primeira pessoa, pela personagem Érika que está numa ilha vulcânica não identificada. A narrativa acontece toda através de gravações que Érika faz para Alex, um artista plástico com o qual vivia um triângulo amoroso entre ela, Karen e, claro, Alex. Na verdade o leitor nem chega a saber se as gravações chegam até Alex ou não. Podem caracterizar-se apenas como um monólogo e um desabafo de Érika para Alex sem a pretensão de que ele os ouvisse.

"[...] o ruim de falar em vez de escrever é isso, a gente fala e logo em seguida esquece o que disse, então o que a gente diz é sempre novo, desconectado de qualquer lógica anterior, de qualquer contexto. É como se escrevêssemos com uma das mãos, e com a outra fôssemos imediatamente apagando o escrito. E o que a gente diz passa a não fazer muito sentido." (p.12)

No decorrer da narrativa e das divagações de Érica nas gravações sabemos que ela viajou para essa ilha, para ficar na casa de seus amigos Vanessa e Bruno apenas para fugir da realidade imutável que era a doença e morte de sua amiga e amante de Alex: Karen. Logo que Karen diz que está com câncer Érika não aceita bem a notícia e passa a fugir, se esconder e negligenciar tudo o que tivesse a ver com Alex e Karen.
Ela se auto exila e as gravações nada mais são do que uma tentativa de tentar descobrir a si mesma e aos outros e não como uma extensão de Alex. Aparentemente todos os amigos nunca a tratam como ela, mas apenas Alex e Érika, como se ela fosse uma extensão dele.

"Agora, penso, já percebeu que são justamente esses momentos, quando tudo parece perfeito, que antecedem os acontecimentos mais assustadores, as piores tragédias? Talvez toda felicidade tenha um fundo falso, uma tonalidade artificial, e esteja ali apenas para contrastar com o que está por vir." (p.32)

O livro traz vários questionamentos sobre vida e morte e questões existenciais e sobre o amor. Paisagem com Dromedários é uma ficção que mostra o quanto as pessoas são atormentadas por seus questionamentos quando realmente param para pensar sobre eles.
Érika me cativou pela sua honestidade, por abrir-se de corpo e alma ao que sentia e mostrar-se arrependida e ao mesmo tempo não esconder seu egoísmo e medos. O livro tem uma narrativa monológica e não há diálogos a não ser partes de conversas que Érika recordava, há toda uma descrição teatral e mágica nas gravações.

"A gente quer tantas coisas, ou acha que quer tantas coisas, e, quando chega a hora, percebe que não queria tanto assim, ou que não era bem aquilo, ou que na realidade quer justamente o contrário. O querer me parece algo tão misterioso." (p.148)

Outro ponto que me chamou atenção foi a capa do livro que apesar de simples mostra a delicadeza e a originalidade do que será mostrado no conteúdo da obra. Apesar de este ser meu primeiro contato com a obra de Carola, vejo seu potencial como escritora e desbravadora dos sentimentos e da alma do ser humano.
Em suma, Paisagem com Dromedário é um livro encantador e na medida em que a narrativa-monólogo egocêntrica da narradora personagem avança vão surgindo questionamentos e curiosidades sobre a vida da enigmática Érika e sua relação conturbada com Alex e Karen, além de nos fazer refletir sobre nossas próprias relações sociais, o quanto doamos ou não doamos aos outros.

"É que as relações só existem assim. A três. É sempre necessário um terceiro, que, ao ser excluído, possa, através da sua ausência, estabelecer um elo entre os outros dois. Sempre alguém tinha que ser excluído." (p.36)


Camila Márcia

Resenha: Paisagem com Dromedário - Carola Saavedra

terça-feira, 25 de junho de 2013

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