Resenha: “Para Onde Ela Foi (Se Eu Ficar, vol.2)” de Gayle Forman

Saudações Leitores!
Uma grande surpresa para mim foi ler Para Onde Ela Foi* provavelmente porque eu já não tivesse altas expectativas como tive por Se Eu Ficar ou pode ter sido porque eu já conhecia o estilo de escrita de Gayle Forman, mas esse segundo volume me surpreendeu, me prendeu, me deixou sem fôlego e para completar me fez chorar, conclusão: tive que favoritar. Fiz uma resenha tão sentimental e espero que gostem, mas tem SPOILER do primeiro livro, portanto se você ainda não leu ou não gosta de spoiler melhor não arriscar, mas se não se importar vá em frente:

Para Onde Ela Foi, Gayle Forman, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 240 pág.
Tradução de Santiago Nazarian

Where she went no Brasil Para Onde Ela Foi é a continuação de Se Eu Ficar escrito por Gayle Forman já lido e resenhado aqui no blog, tanto o livro (aqui) quanto o filme (aqui).
Quando li Se Eu Ficar gostei, mas não foi tudo aquilo que esperava, pra ser bastante sincera, eu passei a gostar de Se Eu Ficar bem mais no final do livro então, protelei um pouco antes de ler Para Onde Ela Foi por medo e estou arrependida. Para Onde Ela Foi é perfeito!
A história é narrada sobre a visão de Adam e se passa três anos depois do trágico acidente que aconteceu com a família de Mia e que mudou a vida de todos a sua volta. A narrativa por meio de Adam é crua, é real, intensa e cheia de flashback que nos mostra o quanto tudo mudou em tão pouco tempo.
Adam agora é um astro do rock, conseguiu tudo o que queria, mas para isso teve que perder o amor de sua vida. Mia é uma violoncelista em ascensão e desistiu de seu amor porque não aguentava mantê-lo preso as suas necessidades e por pena dela.

"Você acha que um disco de platina, um par de Grammys, alguns VMAs vão fazer seu mundo melhor, mas, quanto mais acumula prêmios, mais a cena me fazia arrepiar. Havia mulheres, drogas, puxação de saco, além do hyper - o hyper constante. Gente que eu não conhecia - e não fãs, mas gente do meio musical - correndo para mim como se fossem amigos antigos, dando dois beijinhos, me chamando de "querido", colocando cartões de visita na minha mão, cochichando sobre papéis de filme ou anúncios para cerveja japonesa, trabalhos de um dia que pagavam milhões." (p.73)

Adam mudou completamente, ele entrou num estado de torpor e não sente mais nada, é grosseiro e antissocial, é terrivelmente solitário e a forma como narra a história nos faz sentir tudo o que ele sente e é angustiante ver tanta revolta e sofrimento onde já existiu tanto amor, mas é isso o que sentir demais faz: tudo se intensifica.
Mas o motivo de Mia ter ficado viva não foi por Adam ter feito o pedido? Ter lhe dado motivos para viver? Então porque terminaram? No decorrer da narrativa e flashbacks ficamos a par das razões, fatos e ações para que tudo tenha mudado.
A narrativa pega um ritmo maior e nostálgico quando Adam volta a se encontrar com Mia e os dois fazem um tour pelas ruas de Londres. Durante toda a noite e madrugada os dois conversam sobre a vida, o passado e atualidade. Tudo é diferente, mas é especial. Adam só continua a pensar que nunca deixou de amar Mia e que mesmo tentando esquecê-la ela é parte dele.

"Mas eu faria de novo. Faria aquela promessa milhares de vezes e a perderia milhares de vezes para tê-la ouvido tocar a noite passada ou vê-la esta manhã à luz do sol. Ou mesmo sem isso. Só para saber que ela estava em algum lugar aí fora. Viva." (p.182)

Para Onde Ela Foi tornou-se um de meus favoritos e não consigo expressar o quanto o achei melhor que Se Eu Ficar, quando terminei a leitura estava com os sentimentos tão a flor da pele e com tantas lágrimas nos olhos que deixei escorrer por ser incapaz se segurá-las ou mesmo secá-las. Esse livro, realmente mexeu comigo e já tem um lugar cativo no meu coração.
Talvez pelo fato dele não ter essa experiência extracorpórea e ser tão fundamentado no real e conter sentimentos tão pulsantes tenha me envolvido mais, além disso, tem o Adam. Adam é um fofo e suas atitudes e palavras são todas resultado de uma dor que carrega porque não consegue esconder seus sentimentos e a forma de mostrá-lo não é chorando, mas mostrando rebeldia, afastando as pessoas. Cada um reage de uma forma as suas dores. Estou apaixonada por esse livro e já estou carregando-o no meu coração. Espero que vocês leiam e se envolvam tanto quanto eu.


* Este livro foi cortesia da Novo Conceito para saber mais sobre ele clique AQUI.

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