Resenha: "A Última Camélia" de Sarah Jio

A Última Camélia, Sarah Jio, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2016, 320 pág.
Tradução: Ana Paula Mello
COMPRAR: Amazon, Saraiva

Saudações Leitores!
A Última Camélia (The Last Camellia) é mais um livro da escritora norte-americana Sarah Jio que foi traduzido e publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito, também da escritora temos: As Violetas de Março e Neve na Primavera.

Sarah Jio sempre me lembra Lucinda Riley e essa mania de escrever duas histórias em um mesmo livro onde uma conta fatos e traz personagens do passado e outra que acontece no tempo presente ao da história, além disso no final as duas (passado e presente) sempre se conectam e temos várias revelações.
A Última Camélia segue esse esquema: apesar das histórias aconteceram em épocas diferentes, ambas compartilham experiências e sentimentos semelhantes.
"A verdade é que sempre sabemos a coisa certa a fazer. A parte difícil é fazê-la."
Em 1940, Flora Lewis deixa os Estados Unidos e vai para Londres, pois, na tentativa de ajudar financeiramente sua família, que passa por dificuldades, faz um acordo com um homem misterioso chamado Philip de ir - como babá - para a Mansão Livingston e lá descobrir onde está uma rara camélia chamada Middlebury Pink e ajudá-lo a roubá-la. Só que ela não esperava se apaixonar por toda a família Livingston e ficar corroída com seu segredo e sua "obrigação" para com Philip.
Já no ano 2000 temos Addison que é casada com Rex, que além de ser um marido incrível é escritor e filho de um casal muito rico. Addison é paisagista e mora em Nova York, mas para fugir de seu passado e alguns segredos, vai com o marido para Londres, onde seus sogros acabaram de adquirir a Mansão Livingston, na mansão Addison acaba por conhecer a senhora Dilloway uma mulher que a quase meio século mora naquele casarão e guarda muitos segredos. É claro que Addison não esperava que mesmo tendo cruzado o oceano seu passado continuaria a espreita e que ela iria se encantar pelas camélias da mansão e pelos mistérios que todo aquele terreno e casa guardavam.
"... acabei descobrindo que podemos lutar contra muitas coisas na vida, mas você não escolhe quem amar. Você não pode mudar as escolhas de seu coração."
Não encontro as palavras certas para expressar o quando A Última Camélia é um livro encantador e o quando o enredo é envolvente, além da narrativa incrível de Sarah Jio que mais uma vez nos apresenta a dinâmica e maravilhosa intercalação entre as duas épocas e as duas mulheres: Flora e Addison. Os personagens também foram bastante carismáticos e misteriosos. Toda a atmosfera presente no livro impulsiona cada vez mais a leitura frenética, despertando nossa curiosidade.
O que mais gostei nesse livro foi o fato de ter conseguido imaginar toda a Mansão Livingston e ter conseguido "visualizar" mentalmente o jardim das camélias. Simplesmente entrei no livro e apreciei a leitura, sabe aquela leitura maravilhosa para ler numa tarde ao ar livre ou setado/deitado numa varanda?

Caso tenham a oportunidade de ler A Última Camélia não deixem passar, pois certamente ficaram arrependidos depois. Sem dúvida, esse é o tipo de livro que de cara nos apaixonamos e ao virarmos a última página já sentimos saudade - seja da história ou dos personagens - além disso ele pede para ser revisitado, ser relido muitas outras vezes. Você precisa de um exemplar na sua estante!

"O ódio é como um câncer, ele corrói o coração.Sabe... eu já pensei muito sobre isso e acho que as pessoas são bastante parecidas com aquelas estrelas lá em cima. Algumas brilham fraquinhas por milhões de anos, mal podendo ser vistas por nós na Terra. Elas estão lá, mas você mal percebe. Elas se misturam, como um ponto em uma tela. Mas outras brilham com tanta intensidade que iluminam o céu. É impossível não notá-las, não se maravilhar com elas. Elas são as que duram pouco. Elas não conseguem durar muito. Usam toda a energia rapidamente."

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