Resenha: "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (Crônica 5)" de C.S. Lewis

As Crônicas de Nárnia (Volume Único), C.S. Lewis, São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009, 752 pág. 
Crônica 5: A Viagem do Peregrino da Alvorada (397-514 pág)
Tradução: Paulo Mendes Campos
Ilustração: Pauline Baynes
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Saudações Leitores!
Estou cada vez mais empolgada com As Crônicas de Nárnia, de tal modo, que assim que terminei a quarta crônica já comecei a leitura do quinto volume: A Viagem do Peregrino da Alvorada.

Vocês podem conferir resenha das Crônicas anteriores:
1. O Sobrinho do Mago
2. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
3. O Cavalo e Seu Menino
4. Príncipe Caspian

A Viagem do Peregrino da Alvorada novamente me surpreendeu pela forma como Lúcia, Edmundo e o primo deles Eustáquio Mísero são transportados para Nárnia, mas isso não foi o mais assustador e ao mesmo tempo envolvente: é neste volume que vamos nos despedir de Lúcia e Edmundo, pois, como seus irmãos, eles ficaram grandes demais para retornar a Nárnia. Ou seja, está é a ultima aventura dos irmãos Pevensie.
"Há coisas que um homem não pode enfrentar."
Os garotos acabam por encontrar o Rei Caspian em alto mar, a bordo do navio Peregrino da Alvorada, que após três anos reinando em Nárnia e estando tudo na mais tranquila paz, decidiu sair em busca dos sete nobres fidalgos leais a seu pai e que, por este motivo, foram banidos de Nárnia por seu tio, o terrível Miraz, com quem Caspian teve que lutar para conquistar Nárnia. Detalhe: o Peregrino da Alvorada é o primeiro navio existente em séculos, o que torna tudo muito novo e excitante.

Particularmente eu amo livros com navios e histórias que acontecem em alto-mar, por tanto, A Viagem do Peregrino da Alvorada foi uma das crônicas mais emocionantes e envolventes: logo além dessas aventuras em alto-mar, também temos um livro recheado de mistérios e lendas e a cada fidalgo encontrado numa ilha distante e desconhecida Caspian e seus tripulantes vão conhecendo cada vez mais sobre Nárnia e adentrando em águas nunca antes navegadas, chegando bem próximos do fim do mundo: terra que seria habitada por Aslan.
"_Você viveu a vida toda à custa de corações despedaçados. Ainda que peça esmola na rua da amargura, sempre é melhor do que ser escravo."
É também em A Viagem do Peregrino da Alvorada que Aslan aparece menos do que nas crônicas anteriores, mas suas aparições são inesquecíveis, sobretudo com as revelações dele: a primeira de que os irmão Pevensie não voltarão à Narnia e a segunda a de que Ele é um ser que está presente em todos os mundos, só que com denominações diferentes, desse modo ele alerta as crianças para que fiquem atentos para reconhecê-lo. 
Outro ponto que gostei bastante nessa crônica foi a introdução de Eustáquio, o menino no começo é um "mala", tão chato e mimado, aliás, insuportável, mas quando ele vai para Nárnia, ele tem uma transformação incrível e assustadora. Ele reconhece seus próprios erros e consegue vencer esse lado ruim dele se tornando alguém melhor. Apesar de sua chatice aguda eu ri de várias situações que ele se meteu. 
"Tinha se transformado num dragão enquanto dormia. Ao dormir sobre o tesouro de um dragão, com pensamentos gananciosos, típicos de um dragão, ele próprio acabara se transformando em dragão. Desejava voltar para junto dos humanos, falar, rir e compartilhar com eles todas as coisas. Chegou à conclusão de que era um monstro, separado do resto da humanidade. Caiu sobre ele uma tristeza tremenda: via agora que os outros não eram tão maus como imaginara."
Realmente gostei dessa crônica e já estou ansiosa pela leitura das próximas duas. Percebo que a cada volume me apaixono mais e mais, então a perspectiva é boa para as seguintes. O que mais amo nesse livro é realmente as aventuras e os ensinamentos de valores e morais que são repassados. Confesso que estou curiosa também para ver como as próximas crônicas irão se desenvolver já que serão sem os irmão Pevensie.


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