Resenha: "Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor" de Mary E. Pearson

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor, Mary E. Pearson, 
Rio de Janeiro: Darkside Books, 2017, 128 pág.
Tradução: Ana Death Duarte
COMPRAR: Amazon

Saudações Leitores!
Crônicas de Morrighan: A Origem do Amor (Morrighan a Remnant Chronicles: Novella) é um romance no mesmo universo das Crônicas de Amor e Ódio, composta pelos livros The Kiss of Deception, The Heart of Betrayal e The Beauty of Darkness escrita por Mary E. Pearson.

Na realidade os fatos narrados em Crônicas de Morrighan se passam muito tempo antes das Crônicas de Amor e Ódio, e cumpre realmente o que Mary E. Pearson se propôs: contar como surgiu Morrighan e a origem do amor.
"há algumas coisas que nunca saberemos sobre as pessoas que vieram antes de nós. Algumas histórias se perdem para sempre."
No caso, aqui, Morrighan é uma remanescente que, após boa parte da população não existir mais e de todas as dificuldade que os sobreviventes tem para se esconder dos abutres (que são um grupo de pessoas que saqueiam as tribos) vive com seu grupo em constante deslocamento, em busca de uma terra em que pudesse chamar de lar. Essa é a única vida que a garota conhece, pois desde pequena vive dessa forma.

Ainda criança ela encontra-se com Jafir, que é um dos integrantes dos abutres, mas eles acabam indo por caminhos diferentes, até voltarem a se encontrar na adolescência, mas novamente o destino os separam e já na juventude se encontram novamente e é nesse momento que a amizade fortifica-se e resulta em um sentimento mais forte e impossível de controlar: Morrighan e Jafir se apaixonam, mas reconhecem que não há futuro nessa relação.
"Uma porta havia sido aberta e não podia ser fechada de novo, não importando com quanta raiva ele houvesse me deixado. Ele estava em meus pensamentos, nos meus cabelos, nos meus dedos, nos meus olhos, a lembrança dele em lugares onde ninguém mais havia estado, em uma centena de maneiras que não faziam qualquer sentido."
Então vamos nos defrontar com todos os percalços desse jovem casal para lidar com o sentimento e tentarem seguir juntos mesmo diante de forças contrárias. Ambos terão que confiar um no outro, perdoar, colocarem-se em risco.

Mary E. Pearson mostrou uma maturidade tão grande nessa narrativa curta, que me surpreendeu, pois em As Crônicas de Amor e Ódio, em vários momentos a escritora deu umas escorregadas que não convenceram muito ao leitor, mas nesse volume, tudo foi bem propício, diria até mágico, bonito e a narrativa cativante com um tom de uma história de antepassados mesmo. Pearson soube criar toda a atmosfera favorável para o tipo desta narrativa.

Gostei tanto, acredito que deu para perceber, então, é claro que recomendo fortemente esta leitura.
"Nós nunca devemos esquecer de onde viemos, para que não repitamos a história. Nossas histórias devem ser passadas para nossos filhos e para nossas filhas, pois, com apenas uma geração, a história e a verdade são perdidas para sempre."

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