Saudações, Leitores!
Finalmente a dona Netflix lançou a 4ª temporada de Bridgerton e pudemos apreciar a corte inglesa e de quebra além das fofocas e mexericos ver de pertinho o solteirão cobiçado e segundo filho mais velho da família Bridgerton, Benedict Bridgerton, se apaixonar.
Confesso para vocês que eu estava com as expectativas lá no alto, afinal, o livro do Benedict: Um Perfeito Cavalheiro, de Julia Quinn é um dos meus favoritos da série justamente por trazer aquele ar de "Cinderela" e é com empolgação que venho dar meu veredito sobre a temporada.
Título Original: Bridgerton (Season 4)
Ano: 2026
Direção: Tom Verica
Duração: 8 episódios
Classificação: +16 anos
Gênero: Comédia. Drama. Família. Romance.
País de Origem: Estados Unidos
Minha Avaliação: ⭐⭐⭐⭐
Sinopse: Sophie (Yerin Ha) sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton (Ruth Gemmell). Lá, conhece o charmoso Benedict (Luke Thompson), filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas.
O Protagonista que Precisávamos
Honestamente, após ler o livro Um Perfeito Cavalheiro o Benedict se tornou um dos protagonistas que mais me cativou, ele tem uma alma livre que destoa do peso dos títulos do irmão mais velho e viver essa liberdade era uma das características mais marcantes do personagem, por isso ao ver essa liberdade ser desafiada por um amor impossível foi algo que me empolgou muito no livro e na tela me tirou o folego!
Ok. Nem tudo na série é tão maravilhoso assim tiveram várias mudanças no enredo dessa trama e nesta temporada já prenunciou outras mudanças drásticas em relação a toda a série, mas no grande combo de tudo posso dizer que a série foi muito boa e me tirou o fôlego.
Luke Thompson e Yerin Ha (que fazem os protagonistas Benedict e Sophie) entregaram tudo... OMG que química de milhões! A dinâmica entre os personagens é palpável e muito mais sensível do que as tensões puramente sexuais das temporadas passadas, se pararmos para ver só tem duas cenas de sexo do casal, mas são As duas A CENAS...
Um ponto que me comoveu de tão linda foi a produção da festa do Baile de Máscaras, a estética ficou toda linda e o look da Sophie toda prateada ficou tão marcante que não me admira Benedict ter reparado e ter se apaixonado a primeira vista por ela.
Foi também extremamente empolgante ver Benedict se transformando ao passo que a temporada evoluía, o personagem para de ser o festeiro para ter o propósito de encontrar alguém e depois, ter que lutar por algo. Foi incrível ver seu amadurecimento.
Mas nem tudo são flores...
Ver tudo tão incrível na 4ª temporada não significa que foi 100% - nada é -, mas se eu puder apontar coisas que para mim foram pontos fracos o principal deles talvez seja o fato de que a série teve medo de deixar Benedict brilhar como aconteceu nas temporadas anteriores que focaram apenas em um dos Bridgerton. Aqui temos tantas subtramas que Benedict acaba não sendo o único foco, temos a trama sobretudo de Francesca e da própria mãe Bridgerton, Violet, bem como de Eloise e o que essas subtramas acabou ocasionando foi que o mistério da "Dama de Prata", tão bem explorado no livro, acabou perdendo o ritmo antes do meio da temporada e quando a revelação foi feita foi tipo... ninguém deu muita bola.
Ao mesmo tempo deixe eu admitir que ver essas outras subtramas é importante porque pela primeira vez, essa temporada tentou ligar os fios e as tramas dos demais personagens, mostrando que tudo estava acontecendo ao mesmo tempo o que é uma ligação muito boa, mas mesmo assim, tirou um pouco o brilho de Benedict e Sophie que eram tão incríveis... ou talvez porque o livro é o meu favorito, minhas expectativas estavam tão altas que provavelmente nada do que a Netflix entregasse iria me satisfazer, não é mesmo?
Outro ponto que me incomodou - demais - foi a grande mudança em relação ao livro no que diz respeito ao conflito de classe social, pois este é a alma do livro, mas aqui os diretores encontraram uma solução para que o casal não fosse viver no campo à margem da sociedade (o que para mim, apesar de ser doloroso era coerente e maduro pela escolha que Benedict fez), mas na série tudo foi resolvido de forma apressada e meio sem lógica envolvendo até a rainha que acabou não tendo nenhum papel. Foi apressado demais e não teve o mesmo impacto que o livro tem.Mais uma coisa que ficou de fora, ou melhor, em segundo plano, foi sobre a arte de Benedict, pois suas pinturas tiveram muito mais destaque no livro e na série ficou a margem e sem muita relação com o drama romântico. Uma pena!
Na minha conclusão
Como já coloquei aqui no post que gostei da 4ª temporada é isso. Temos o livro sofrendo uma adaptação, mas resguardando a essência do que encontramos na obra de Julia Quinn. e tá tudo certo, eu consigo lidar com mudanças em que permanece a essência do livro, sabe?
No entanto, preciso abrir meu coração de leitora sobre a história de Francesca - que me parece ser a próxima - pois se você leu O Conde Enfeitiçado (que li recentemente) sabe que a história dela é muito sensível que aborda a perda, o luto e um amor avassalador que nasce da amizade e da culpa com o devasso Michael Stirling, primo do finado marido de Francesca, John, porém, como vimos no final da 3ª temporada e agora ganhando mais força nessa 4ª temporada a série optou por uma mudança drástica ao introduzir não um primo, mas uma prima: Michaela Stirling que irá proporcionar pelo que parece uma história queer, o que pode promover a diversidade, mas acabará se afastando absurdamente do enredo do livro.
Tenho sérias dúvidas se gosto dessas mudanças de enredo. Não é sobre a diversidade em si, mas sobre a essência da dinâmica que o livro construiu. O conflito de Michael no livro é muito pautado no fato de ele ser o primo do falecido John e melhor amigo de Francesca, sentindo-se um "traidor" por herdar o título e amar a esposa do primo. Ao transformar o personagem em Michaela, a série toma um rumo completamente novo e inesperado. Será que conseguirão manter a carga emocional e o tema da fertilidade/maternidade que eram tão vitais na história da Francesca? Essa incerteza me deixou um pouco apreensiva enquanto assistia, mesmo curtindo o restante da trama. Agora é esperar para ver, não é mesmo? Além de torcer para que a história dela surpreenda.Espero que tenha gostado do veredito, fique a vontade para tecer comentários respeitosos e até o próximo post!











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