Saudações Leitores!
Depois de 3 meses sem postar unboxing e book haul, eis que apareço com um dos meus vídeos favoritos! Espero que assistam e gostem. Fiquem a vontade para me dizerem qual desses livros você já leu ou está curioso para ler...
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Saudações Leitores!
Depois de mil anos sem postar vídeo (por vários motivos pessoais), eis que venho com uma review que me enche de orgulho: amei gravar, amei o livro e espero que vocês amem assistir: Li SOMBA E OSSOS!!!!
Saudações Leitores!
A ROSA DA MEIA-NOITE (The Midnight Rose, 2014), escrito pela best-seller irlandesa Lucinda Riley já tinha sido publicado anteriormente no Brasil, porém este ano (2021) ganhou nova edição pela Arqueiro com uma capa nova e belíssima.
De antemão, antes de começar esse review quero dizer que, como já é de práxis nos livros de Lucinda, aqui também iremos acompanhar basicamente duas histórias, uma que se passa no passado e uma "contemporânea", o que dá uma dinâmica toda especial e emocionante aos livros da autora. Sou até suspeita para falar dela, porque já li alguns livros de Lucinda e gosto bastante da forma como ela escreve, do enredo e da construção e jornada dos personagens.
Especialmente em A ROSA DA MEIA-NOITE vamos acompanhar Anahita em seu aniversário de cem anos, no ano 2000, esta mesma personagem em sua história que se inicia em 1911 e na "contemporaneidade" a história do herdeiro de Anahita: Ari Malik em 2011, que irá embarcar numa jornada para descobrir uma grande segredo que Anahita guardou.
Além desse núcleo familiar que proporciona partes narradas por Anahita e partes narradas por Malik, também teremos como narradores Donald Astbury e Rebecca Bradley. Mas como estes personagens se conectam?Durante o enredo de A ROSA DA MEIA-NOITE vamos viajar para a Índia de Anahita, vamos conhecer as cores, a animação e a cultura indiana de forma magistral. Porém, Anahita acompanha sua amiga para a Inglaterra e com o início da Primeira Guerra Mundial, vemos Anahita conhecer Donald Astbury que é um jovem herdeiro da Astbury Hall, uma belíssima propriedade. No entanto, além de Donald, Anahita acaba conhecendo a mãe do jovem que não vai medir esforços para separá-los. Preparem os corações para esse romance dramático.
Anos após a história de Anahita e Donald se desenrolar, Ari - que vive para o trabalho - acaba sendo chamado para uma reunião em família na casa de sua bisavó (Anahita), que acabada por escolhê-lo para ficar com seu diário e descobrir algo que não foi resolvido no passado.
De início, Ari não leva a sério o pedido da bisavó, mas posteriormente envolve-se para montar as peças do quebra cabeça e é aí que ele conhece Rebecca que é uma atriz e está gravando na antiga casa de Anahita, a Astbury Hall.O fato é que ao destrinchar os mistérios do diário e da vida da avó, Ari também vai descobrir muito sobre seus antepassados e também sobre o amor. Sem dúvida, A ROSA DA MEIA-NOITE, é um livro que emociona e traz muitos desdobramentos.
Uma coisa que me pegou nesse volume é o quanto todas as histórias dos personagens me importaram e o quanto eu me envolvi com todos os protagonistas de modo que era quase impossível parar de ler. Outro ponto que sempre amo nos livros de Lucinda Riley é que ela sempre vai nos apresentar uma cultura nova, um conhecimento novo e muitas reflexões sobre as conexões que as vidas tem, por exemplo a minha vida está conectada com as escolhas que meus antepassados fizeram e isso pode ser tão importante do que viver minha vida sem me importar com minha árvore genealógica.
Simplesmente não tem como ler Lucinda Riley e não vir aqui correndo indicar para vocês. Caso você ainda não tenha lido nada da autora e esteja em dúvida por qual de seus livros começar A ROSA DA MEIA-NOITE é uma ótima pedida. LEIAM!
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O RETORNO traz uma história que fala de recomeços, superação e descobertas que transformam, além de ter uma pitada de mistério. Nicholas Sparks se reinventando!
Saudações Leitores!
O RETORNO (The Return, 2020) é um dos mais novos livros do "tio" Nicholas Sparks, escritor best-seller e um dos meus queridinhos. O autor é conhecido principalmente por seus livros Um Amor Para Recordar e A Última Música e Querido John.
Nicholas Sparks ganhou fama de escrever romances água com açúcar, mas nos seus últimos livros o escritor tem se reinventado e quem pensa que ele é o mesmo de Um Amor para Recordar está muito enganado, seus livros atuais provam que o autor mudou bastante sua escrita, porém vale a ressalva que seus livros ainda trazem ótimas reflexões e emocionam bastante.
Em O RETORNO, vamos acompanhar Trevor Benson que ao ouvir as últimas palavras de seu avô decide voltar para New Bern (uma cidade de Carolina do Norte) mesmo pensando que nunca mais voltaria para lá.
Já em New Bern, Trevor irá morar na antiga casa de seu avô, se deparará com a jovem e adolescente Callie, que se diz muito amiga do avô dele quando este vivia. Trevor além de cuidar de uma colméia, da jovem e misteriosa Callie, ainda terá que lidar com um sentimento cada vez maior pela policial da cidade, Natalie Masterson.
A vida desse trio não vai ser nada fácil, principalmente porque todos guardam segredos que no decorrer da trama vão sendo revelados e isso vai transformar e ligar cada vez mais a vida desses três personagens. Vale ressaltar que de cara Trevor e Natalie vão se unir para tentar descobrir quem é Callie e os motivos da adolescente estar sozinha na cidade.
Preciso dizer que O RETORNO tem o estilo de Nicholas Sparks, mas é perceptível como o autor tem mudado seus dramas e romances e focado em aspectos que não necessariamente vão nos levar às lágrimas, mas nos deixar reflexivos sobre a vida e sobre a jornada pessoal de cada pessoa e o quanto as vidas de todos estão interligadas.
O volume me emocionou muito, me fez refletir sobre recomeços, sobre abrir-se para conhecer a nós mesmos e aos que estão a nossa volta, ser mais empático e simplesmente AMAR. Além disso, O RETORNO, tem um clima bem especial de mistério que chega a ser viciante porque queremos simplesmente devorar o livro para saber como todas as peças do quebra-cabeça irão se conectar.
Sou muito suspeita para falar de um livro do Nicholas Sparks porque, como já mencionei no início, o autor é um dos meus queridinhos e mesmo tendo livros dele que gosto mais do que os outros, sempre indico a leitura dos livros dele, para mim o autor funciona bem para quem ama romances contemporâneos, dramas e quem quer uma leitura para emocionar e deixar mensagens bacanas.
Por tudo isso, é claro que indico O RETORNO sei que nem todo mundo curte dramas, mas esse é um livro bem especial do autor e é diferente dos outros livros dele, então para quem quer conhecer um "novo" Nicholas esse volume é uma boa pedida.
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Saudações Leitores!
CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS (The Bromance Book Club, 2019), escrito pela estadunidense Lyssa Kay Adams, é o primeiro de quatro volumes já lançados lá fora e, para mim, essa é uma notícia maravilhosa, afinal o hype nesse livro tem motivo total!
Quando peguei CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS para ler fui empolgada, mas com um misto de receio, afinal os últimos livros hypados que li não foram lá essas coisas, no entanto, mesmo desconfiada embarquei nessa leitura e ainda bem! Esse livro é genial!!
Tudo bem que é um livro clichê, mas a ideia por trás de tudo é maravilhosa: a autora tentou criar uma espécie de chick-lit com protagonismo masculino, o que foi sensacional porque antes nunca tinha visto algo parecido na literatura.
Em CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS vamos acompanhar a história de Gavin e Thea que estão vivendo uma grande crise no casamento e estão para se divorciar. Na verdade, ao longo do casamento, Thea vem guardando várias mágoas até chegar ao momento atual onde deseja dar um basta a relação, entretanto, aparentemente, além de ainda amar Gavin ela vê que a separação pode ter um grande impacto na vida das filhas.
Mesmo sem querer que as filhas sofram Thea, em um momento de explosão, manda Gavin sair de casa e o pior é que por ser orgulhoso ele sai de casa, mas fica na total fossa com saudade da mulher e das filhas, resultado: cai na bebedeira, fica no fundo do poço, quando seus amigos decidem intervir para ajudar Gavin recuperar Thea e reconstruir a relação fragilizada.
É nessa altura do enredo que ficamos conhecendo um grupo de homens que já tiveram bem perto de terem seus relacionamentos destruídos e que foram salvos pelo Cube do livro dos Homens, que basicamente é um clube onde vários homens se reúnem para ler romances de época.
Gavin fica cético em relação a esse clube, acha que os amigos estão "tirando sarro dele" e não consegue compreender como um romance de época pode salvar seu relacionamento, entretanto, ele está tão desesperado para ter sua esposa e família de volta que acaba embarcando no Clube do livro dos Homens lendo o romance Cortejando a Condessa e pegando várias dicas e macetes de como reconquistar sua esposa.
É aqui que preciso dizer um detalhe bem especial de CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS, além da história de Gavin e Thea, também acompanhamos fragmentos do romance de época Cortejando a Condessa e ambas as histórias são divertidíssimas, tem drama, romance, reflexões e comicidade tudo na medida certa.
É óbvio que por ser um chick-lit o CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS é um volume que já sabemos como vai finalizar, mas nem por isso a jornada do protagonista masculino percebendo todos os sacrifícios, as renúncias e tudo o que a esposa já fez ou passou pelo casamento vai se tornar menos emocionante, pelo contrário, se torna especial e reflexivo o volume.
Outro detalhe bem interessante de observar em CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS é que independente do amor, um relacionamento sobrevive de diálogo, quando isso falta resta apenas muito maus entendidos e isso quer dizer que cada um dos envolvidos terão uma percepção e um olhar diferente de ver as coisas, portanto, se não sentar e conversar pequenas coisas podem virar uma bola de neve, como aconteceu com Gavin e Thea.
Honestamente, CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS, tornou-se uma leitura bem surpreendente e muito fluída, quando eu pegava o volume não conseguia mais soltar e já estou indicando para todos, porque - como já mencionei -, além do diferencial de ser chick-lit com protagonista masculino, algumas situações e diálogos são hilárias. Só indico: LEIAM!
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O vídeo de hoje tem farofinha, ou seja, um mini book haul, onde exibo alguns livros da minha estante e espero que gostem do vídeo, se divirtam e "pesquem" indicações de livros!
"Oi sumida?" é isso que vocês devem ter respondido quando os saudei e vocês estão certos, andei meio pra baixo e desmotivada com as redes sociais e me afastei um pouquinho, porém, cá estou eu de volta para falar sobre os livros que li em Março e quem sabe compartilhar opiniões, discutirmos ou incentivar vocês a colocarem mais alguns livros na wishlist afinal vida de leitor é bem assim... Divirtam-se!
Saudações Leitores!
DESENHANDO LETRAS (2021) foi escrito pela Juliana Moore que é formada em Designer Gráfico e especializada em Design de Tipografias, este livro tem como objetivo abordar um pouco de teoria e prática da escrita, caligrafia e lettering, ou seja, ser um guia prático e acessível para quem quer dominar a arte de escrever à mão. Além disso, objetiva resgatar o prazer de escrever a mão.
Assim que recebi DESENHANDO LETRAS já mergulhei na leitura para conhecer seu conteúdo na íntegra, ou seja, ainda não fiz todas as atividades propostas no livro (somente as primeiras), meu objetivo com essa primeira leitura foi conhecer o conteúdo do livro e vir aqui resenhar para vocês.
Então, posso afirmar que DESENHANDO LETRAS é um livro bem didático, pois além da teoria, e das palavras motivacionais de Juliana Moore temos as partes - no próprio livro - onde podemos exercitar passo a passo o que a autora fala, afinal uma coisa que ela frisa desde o começo ao fim deste volume é que a prática leva a perfeição e que independente de nossa letra ser bonita ou feia.
Juliana Moore diz que quando pensamos na caligrafia, no lettering e na escrita temos que ver a letra como algo desenhado, ou seja, vamos desenhar letras e, no começo, pode ser um processo lento e difícil de observar todos os detalhes, mas que com a prática vai se tornar algo em natural.
Vale ressaltar que DESENHANDO LETRAS é dividido em três capítulos: 1- Escrita, 2- Caligrafia e 3- Lettering e o mais legal é que nesse passo a passo vamos compreender as diferenças de cada um desses estilos e também como melhorar cada um deles, também vamos ter neste livro várias demonstrações de alfabetos e como trabalhar para aprender a desenvolvê-los e utilizar os estilos para fazer composições de lettering.Para completar em DESENHANDO LETRAS a autora ainda dá várias dicas de materiais acessíveis para utilizarmos quando estivermos "estudando" e colocando em prática o que vemos no livro. Eu achei isso perfeito, porque o material utilizado conta muito no resultado final.
Não tenho nem palavras para dizer o quanto amei DESENHANDO LETRAS e que mal terminei a leitura, vou voltar suas páginas para colocar em práticas os ensinamentos que ainda não fiz. Então, se você tem interesse em desenvolver mais habilidades em escrita manuscrita esse volume é estupendo, estou morrendo de amores por ele. Vamos desenhar letras juntos?Saudações Leitores!
ERA UMA VEZ NO OUTONO (It Happened One Autumn, 2005), da consagrada escritora bestseller de romances de época, Lisa Kleypas, trata-se do segundo volume da série As Quatro Estações do Amor, precedido por Segredos de Uma Noite de Verão e já quero começar dizendo que se amei o primeiro volume, este segundo superou minhas expectativas!
Em ERA UMA VEZ NO OUTONO vamos acompanhar a história de Lillian Bowman, uma das "Flores Secas", que são um grupo de quatro amigas solteironas que se comprometem em ajudar umas as outras a encontrarem casamento e nessa temporada é a vez de Lillian Bowman.
Já em Segredos de Uma Noite de Verão eu já tinha me encantado pela irreverencia da personagem, ela é uma rica herdeira de um empresário que vem dos Estados Unidos para Londres na expectativa de encontrar um bom casamento para suas duas filhas: Lillian e Daisy.
"A extraordinária insolência de Lillian a tornava diferente de todas as mulheres que Marcus já conhecera. Isso e o rounders que ela tinha jogado em roupas íntimas o convenceram de que Lillian Bowman era um demônio. E quando ele fazia um julgamento sobre alguém, raramente mudava de opinião."No entanto, mesmo em uma Londres de 1843, passando por grandes transformações onde empresários tornam-se mais ricos do que os nobres e a nobreza está em decadência, encontrar um casamento para as Bowmans é uma tarefa muito difícil, pois os nobres querem casar com mulheres nobres, independente do dote que os Bowmans possam oferecer por suas filhas.
Lillian já está quase desiludida em encontrar um casamento, porém desde o volume anterior já sentimos as faíscas entre ela e o lorde Westcliff (ou se preferir Marcis Marsden), que arrogante acaba desprezando a origem de Lillian e sobretudo seu comportamento liberal, inteligente e irreverente.
Sim, eis aqui mais um clichê que segue os padrões do volume anterior: um casal que se despreza porque se ama demais e nenhum quer dar o braço a torcer, contudo, esse volume tem um quê a mais que o volume anterior da série: já estamos mais íntimos dos personagens e já senti uma química bem maior entre Lillian e Westcliff.
"Era uma pena que, na altamente distintiva sociedade nova-iorquina, fosse bastante simples para homens com fortunas recém-adquiridas arranjar bons casamentos. Mas herdeiras com linhagens plebeias não eram desejadas nem pelos homens de sangue azul nem pelos novos-ricos em busca de ascensão social. Por isso a única solução era caçar maridos na Europa, onde homens da classe alta precisavam de esposas ricas."
O romance cão e gato dos dois funciona demais, principalmente porque é regado de muita sensualidade e de muitas partes engraçadas e cômicas. Além do mais esse volume foca muito em quem são os personagens, em sua jornada de autoconhecimento e a percepção de que o amor, o sentimento não é de todo uma fraqueza, além do mais fala muito mesmo sobre preconceitos dos nobres, sangue-azuis, para com os empresários ricos e sobretudo norte-americanos.
É bem interessante ter um recorte dessa época em Londres, ver a sociedade, os costumes, os preconceitos e o desenvolvimento não só dos protagonistas como de outros personagens que vão se destacando já prenunciando a "Flor Seca" que será protagonista no próximo volume e sua atuação no epílogo de maneira bombástica já fazendo meu coração quase saltar pela boca.
"_ Querida _ disse Daisy em tom suave _ , na próxima vez que você estiver em uma sala cheia de desconhecidos... pode dizer a si mesma que alguns são apenas amigos esperando para ser descobertos."
O que mais gosto nessa série é que as protagonistas dela - até agora - não são mocinhas ingênuas esperando um príncipe encantado, mas mulheres que estão buscando fazer o melhor com o que tem e, de certo modo, sendo racionais demais e por tanto tempo boicotando sua felicidade, então quando se "rendem" aos sentimentos e aos instintos conseguem ser felizes sendo quem são: não damas perfeitas, mas mulheres potencialmente empoderadas e capazes de surpreender quem está a sua volta.
Estou cada vez mais encantada por As Quatro Estações do Amor e já estou ansiosa para ler o terceiro volume da série. Desse modo, como já não é mais novidade, para você que já chegou até aqui nesse review, super recomendo ERA UMA VEZ NO OUTONO que se tornou um queridinho meu.
Antes de finalizar, quero só ressaltar que vi alguém problematizando uma certa cena na biblioteca, contudo, devo admitir que não vi o que a pessoa salientou, posso estar errada, mas não consegui ver nada tão problemático assim no volume.
Aliás, mesmo quando vejo problemáticas em romances de época tento ser crítica, mas relevar aquilo, pois se pararmos para refletir os romances de época que lemos são românticos demais e as mulheres passavam por poucas e boas nos anos em que se passam os romances, então, paro para ler apenas como entretenimento sem intenção de problematizar tudo, porque já sei que tudo ali é bem romanceado e não chega nem perto de ter as "problemáticas" reais daquela época.
Então eu amei ERA UMA VEZ NO OUTONO e para mim foi ainda melhor que o primeiro volume da série. In love. Espero que leiam! Boa leitura!
"Não há nada mais bonito no mundo do que seu sorriso... nenhum som mais doce do que o da sua risada... nenhum prazer maior do que tê-la em meus braços. Hoje percebi que não poderia viver sem você, minha diabinha teimosa. Nesta vida e na próxima, você é minha única esperança de felicidade. Diga-me, Lillian, meu amor... Como conseguiu entrar tão fundo no meu coração?"
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Hoje trago um vídeo polêmico, mas a intenção não é dizer que os livros são ruins ou que ninguém vai/pode gostar desses livros, pelo contrário acho que são bons, só que no fundo não entendi porque todo mundo enalteceu esses livros sendo que há livros muito melhores.
Espero que gostem do vídeo e se divirtam!
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Saudações Leitores!
EU FICO EM SILÊNCIO (I go quiet, 2019) do músico, ilustrador e autor de livros infantis estadunidense David Ouimet é um livro que, tecnicamente, foi escrito para o público infantil, porém sua densidade perpassa este público tornando-o uma leitura que pode ser feita em todas as idades sob uma nova perspectiva, trazendo novos significados ao que está escrito.
Sou tão apaixonada por livros infantis e juvenis que, às vezes, não entendo porque não leio mais esse tipo de livro. Deparar-me com uma história como a de EU FICO EM SILÊNCIO deixou-me estarrecida, encantada e emocionada tanto com a história em si (e seus ressignificados) quanto pelas ilustrações belíssimas.
Aqui em EU FICO EM SILÊNCIO, vamos acompanhar a história de uma menina que vive de maneira solitária no seu dia a dia, ela saí de casa vai para a escola e durante esse tempo todo costuma ficar em silêncio, porque não se identifica com as pessoas e os barulhos a sua volta, porém ela compreende que tem algo importante para falar e que sua voz um dia será ouvida.Essa menina sente isso, principalmente, quando encontra-se lendo, pois é nos livros que percebe que não está sozinha e que todas as pessoas são diferentes e tem suas particularidades. Uma mensagem verdadeiramente linda.
Porém, como já mencionei, não é só as palavras do livro que encantam em EU FICO EM SILÊNCIO, pois há muito que não foi dito presente nas ilustrações, mostrando uma sociedade industrial, com desenhos onde as pessoas são retratadas de maneira bizarra e até mesmo hipnotizadas. Outro contraponto dessa história são as cores e tons escolhidos, pois eles remetem a solidão da garota, a sua timidez e a forma como ela se senti num mundo barulhento e às vezes opressor.
Essa menina apenas encontra o conforto que necessita, nessa fase de sua vida, quando utiliza sua imaginação e dentro das páginas de um livro. EU FICO EM SILÊNCIO é um daqueles livros que tomam significados diferentes de acordo com a fase que a pessoa tem quando o lê.
Por exemplo, para uma criança que lê esse volume poderá vislumbrar algo mais literal e interpretar como um incentivo a leitura e a criatividade; já para um jovem a mensagem é a de superação ao bullying, timidez , etc. e encontrar conforto e compreensão em coisas que nos fazem feliz, além de ajudar a entender a abraçar o diferente; já para um adulto a mensagem pode ser a de tentar falar e expor mais seus anseios, suas ideias porque elas podem mudar o mundo e ajudar a superar obstáculos.
O fato é que a mensagem é única, recorrente e precisa em EU FICO EM SILÊNCIO, devemos perceber todos os seres humanos como seres únicos e capazes e que o silêncio e a fala são contínuos em nossas vidas e que é a partir dessas escolhas que podemos fazer algo diferente para nós e para os outros.
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