Quer começar a ler Graphic Novels, Histórias em Quadrinhos e Mangás?

Saudações Leitores!
Alguns dos leitores do DLL não tem muito o hábito de ler Historias em Quadrinhos, como tenho acompanhado nos comentários das resenhas que faço, mas já comentaram, aqui no blog, que minhas resenhas e indicações tem despertado, cada vez mais seu interesse, até já me pediram sugestão/indicação para quem está iniciando as aventuras pelo gênero.

É claro que, como leitores e consumidores de livros, não queremos fazer um investimento errado e acabar comprando livros que saiam da nossa zona de conforto e que não nos agradem, confesso que já vivi uma experiência assim e me senti mal por ter gastando dinheiro com um livro que não valeu a pena. Portanto, o meu objetivo aqui é evitar que vocês se sintam assim.

Vou indicar algumas das melhores HQs, GNs e Mangás que já li desde que me aventurei por esse tipo de leitura, lembrando que, meu interesse por este tipo de literatura pode ser considerado recente, tem apenas dois anos que me dei a oportunidade - realmente - de ler esse tipo de livro e, juro para vocês, foi a melhor coisa que aconteceu e sempre tenho me deparado com preciosidades que me marcam profundamente.

Antes de me aventurar por este gênero confesso que tinha um preconceito gigantesco, que achava um estilo literário mais voltado ao público infantil, que não abordava temas profundos e eram histórias bobinhas, mas cometi um engano terrível e me arrependo de não ter começado a ler quadrinhos muito antes.

E agora vamos lá, indicarei 10 livros que podem ser ótimas opções para quem está começando a ler ou quem quer ler sua primeira HQ, GN ou Mangá, com esse intuito irei mostrar do que se trata e você poderá ver a que melhor se adequa ao seu gosto literário em questão de enredo e traço das ilustrações.

Essa foi a primeira Graphic Novel que realmente li e me apaixonei, mas depois dela demorei anos para voltar a ler outra, no entanto essa tem um lugar cativo no meu coração: a arte é linda, a história mistura fantasia com ensinamentos bastante interessantes e reflexivos, portanto, não poderia deixar de indicar essa GN.
Sinopse: A vida de Anya dá uma guinada quando ela cai num buraco na floresta e encontra o fantasma de uma garota morta há muito tempo, Emily. Por ter sido privada da vida de uma adolescente normal, Emily é um fantasma ressentido. Quando consegue seguir Anya até em casa, procura maneiras de ser útil e convencer Anya a deixá-la ficar. E Anya começa a desfrutar dos benefícios de uma amiga invisível, que pode ajudá-la a viver no mundo às vezes complicado de uma escola secundária. Naturalmente, os problemas não tardam a surgir. E, como dá para adivinhar, o resultado dessa amizade pode causar situações desastrosas e assustadoras.


2. Persépolis
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Esta é uma indicação especialmente para quem é adepta(o) ao feminismo, porque temos uma personagem - na realidade é uma GN autobiográfica - que vive em um pais culturalmente patriarcal e nossa Marjane luta constantemente por sua independência, identidade e direitos, além disso por sua história ser uma história de fuga ela se sente como se estivesse virando as costas para sua identidade nacional, mas aprende a lidar com isso.
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do Regime Xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

3. O Muro
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Esse é o tipo de Graphic Novel que lemos com o coração bem apertadinhos, sabe?  Sabe a personagem é uma adolescente que está passando por essa fase super difícil na vida, onde está se formando física e psicologicamente em uma adulta, mas se encontra absurdamente sozinha na vida e sem ninguém para lhe apontar o caminho, sem sombra de dúvida Rosie tem tudo para cometer alguns erros, sobretudo porque sua mãe a largou para fugir com outro homem e seu pai passa o tempo todo trabalhando e quando vê a filha simplesmente a ignora - talvez sua forma de lidar com a dor da traição, mas... - Rosie está jogada a própria sorte e é absolutamente doloroso, mas ao mesmo tempo tão sensível que jamais serei capaz de esquecer o sentimento nostálgico ao ler O Muro, é uma das minhas Graphic Novels favoritas, portanto, tinha que figurar nesta lista.
Sinopse: O Muro é uma história poética, forte e pungente, desfiada por um desenho frio como o toque de um bisturi, que arrasta o leitor pelos caminhos obscuros de uma adolescência problemática ao som do punk rock. Estamos em 1988. Numa monótona cidadezinha do interior belga, Rosie, uma menina de 13 anos, se vê entregue à própria sorte: sua mãe fugiu com outro homem numa aventura amorosa, e seu pai vive mergulhado no trabalho. Roída por uma rotina morna e vazia, Rosie fica completamente desorientada. Assiste, impotente, à transformação de sua personalidade, ora apavorada, ora determinada, diante da melancolia que a invade e traça os contornos de sua nova vida.

4. Pílulas Azuis
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Esse é o livro que te dá um tapa na cara da sociedade preconceituosa. Além de ser uma autobiografia do próprio quadrinista. Aqui temos uma personagem que é portadora do vírus HIV e que tenta levar a vida o mais normal possível e que após vários anos se reencontra com o quadrinista Frederik e os dois apaixonados acabam tendo que lidar com o problema de Cati e consequentemente do filhinho que ela tem que também é portador do vírus. Nessa Graphic Novel temos os personagens reais vivendo os conflitos e medos desse vírus ainda tão desconhecido, tendo que lidar com o próprio preconceito da sociedade, isso é doloroso, mas ao mesmo tempo nos dá uma esperança, nos mostra que finais felizes são construídos diariamente e que há muito que podemos conhecer sobre esse vírus entre outras coisas, esses quadrinhos nos mostra atitudes humanas, que muitas vezes falta em nossa humanidade. Acho um GN super didática e instrutiva, vale muito a pena se debruçar sobre ela.
Sinopse: Nesta narrativa gráfica pessoal e de rara pureza, por meio de um roteiro simples e de temas universais (o amor, a morte), Frederik Peeters conta sobre seu encontro e sua história com Cati, envolvendo o vírus ignóbil que entra em cena e muda tudo, e todas as emoções contraditórias que ele tem de aprender a gerenciar: amor, raiva, compaixão. Pílulas azuis nos permite acompanhar, sem nenhum vestígio de sentimentalismo, através de um prisma raramente (senão nunca) abordado, o cotidiano de uma relação cingida pelo HIV, sem deixar de lançar algumas verdades duras e surpreendentes sobre o assunto. Apesar da seriedade do tema, Pílulas azuis é uma obra cheia de leveza e humor. Não é à toa que é considerada por muitos a obra-prima de Frederik Peeters. Uma das mais belas histórias de amor já publicadas.

Essa Graphic Novel é indispensável para quem gosta de história cheias de detalhes sutis que no final fazem toda a diferença.  Uma das melhores GN que já li, e aqui encontramos personagens incríveis e tão opostos, mas que se conectam e  há uma mudança de vida, atmosfera e muito mais. Temos essa personagem, Zoe, que é completamente alienada e vive um relacionamento abusivo até conhecer um escritor enclausurado com bloqueio criativo e começar uma relação com ele indo, posteriormente, morar com o mesmo e a partir daí, ele irá ter ideias  para livros e um furacão vai acontecer na vida de ambos. A sacada e as sutilezas são envolventes, adorei o plot twist, aliás, se não estou enganada, foi o melhor que já encontrei em GN. Sério. Se você deixar essa leitura passar você estará ficando louco (a).

Sinopse: Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.
Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta... porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.
De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma Morte Horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

6. Habibi
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Esse foi a segunda GN que li desse quadrinista e mesmo tendo amando a primeira que li dele (Retalhos) foi Habibi que tocou fundo em meu coração, a pesquisa que o quadrinista fez, a história que se passa em várias décadas, a ponto de vermos os personagens em todos seus anos. A narrativa detalhista, singela e cheia de um sentimento nostálgico sofrido, o tempo que junta e distancia... a dor, a mágoa, o sofrimento, o amor... tudo tão pungente que é impossível não se apaixonar, mas também não é uma GN que se lê em uma sentada, pois tem temas e situações tão pesadas que a gente precisa tomar fôlego. Para ler, tem que acalmar o coração e ter como acalentá-lo.
Sinopse: Habibi é a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta. Dodola, uma garota perspicaz e independente, foge de seus captores levando consigo um bebê. Eles crescem juntos no deserto, sozinhos em um navio naufragado na areia. Em meio a sentimentos cada vez mais conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, somos apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama de aventura, romance, filosofia e tragédia. Para contar a saga de Dodola e Zam, Craig Thompson recorreu ao Corão e às Mil e uma noites. Do primeiro, colheu o próprio estilo do livro, inspirado na caligrafia árabe, e também as narrativas do texto sagrado dos muçulmanos, recriadas com maestria pela pena do autor. Do segundo, tirou um cenário fantasioso, repleto de lendas e histórias, uma versão quase mitológica da nossa ideia de Oriente. Ambientado nos dias de hoje, Habibi não se passa em nenhum país conhecido. É uma terra igualmente fantástica e concreta, onde questões presentes se misturam a indagações ancestrais. Crítica social, questionamentos ecológicos, paralelos entre religião e amor: tudo encontra seu lugar nesta narrativa tão épica quanto particular. Fruto de sete anos de pesquisas e trabalho, Habibi é um monumento do quadrinho moderno e uma resposta atual a questões que nos perseguem desde sempre. 


7. Maus
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Só existe uma palavra possível para descrever essa GN: foda. Sério... a caracterização dos personagens em animais já é um grande motivo para você ler, e motivo de estudos literários, dava para escrever uma dissertação sobre essa Graphic Novel, mas não é só isso... a história é triste, biográfica, fala sobre os temos mais horrendos da humanidade: o holocausto, sofrimento, assassinados, fome, doenças, desespero.... Eu passei dias para ler porque o conteúdo é pesado e o quadrinista mostra tudo, ele não nos poupa das cenas tristes. Haja coração. 

Sinopse: Maus, rato, em alemão, é a história de Vladek Spiegelman, judeu-polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, Maus ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de Literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas, artes, história, literatura e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos são cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

8. Lucille
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Essa Graphic Novel eu li chorando, porque os temas abordados são muito sérios e muitas vezes negligenciados além da anorexia, alcoolismo e adolescência, aqui vemos o primeiro amor despontar, as primeiras relações começarem, problemas psicológicos e depressivos, eu ficava com o coração tão apertado com tanta dor que é impossível não sentir nós mesmo o que os personagens estavam passando... Sobre Lucille e Arthur só posso dizer que ambos são fofos e necessitavam de mais atenção, de alguém para segurar na mão e embora tendo um ao outro, ambos tinham problemas demais para resolver, ambos estavam fragmentados... talvez por isso se entendessem tão bem? Ainnn gente, leiam e depois venham conversar comigo.
Sinopse: Mais do que uma história sobre anorexia, alcoolismo e adolescência, uma história de amor.Lucille é fascinada pela beleza de Linda, sua boneca magra e esbelta. Arthur deve seguir os passos do pai: seu nome, a pesca, o alcoolismo, o suicídio. Dois jovens com destinos certamente infelizes, que, após alguns acasos, decidem fugir juntos dessa má sorte. Em Lucille, Ludovic Debeurme nos desvela as fantasias e pesadelos dos jovens adolescentes.

Esse Mangá não poderia faltar, pois foi um dos primeiros que li e que bateu aquela vontade de ler mais, sabe? Eu nunca cogitei em ler mangás até me deparar com essas duas belezuras: fala de animais abandonados que encontraram o amor da forma mais inesperada e souberam recompensar o amor, amando ainda mais intensamente. O diferencial desses Mangás é que são estórias contadas a partir da perspectivas dos cachorrinhos... Eu me emocionei muito, pois sou fascinada por cachorros então a identificação foi total.
Sinopse: O cão que guarda as estrelas, de Takashi Murakami, é uma graphic novel que conta uma aventura vivida por dois companheiros: um simples senhor, sem dinheiro, emprego, ou família, e seu cachorro. Juntos, eles farão o possível para viver e sobreviver a sua viagem pelo interior do Japão. O diferencial da narrativa fica por conta do ponto de vista. Os acontecimentos são vistos sempre pelo olhar do cachorro e a perspectiva canina dos fatos e seus sentimentos são os companheiros do leitor ao longo das páginas."O Outro Cão Que Guarda As Estrelas'', escrito por Takashi Murakami e publicado originalmente em 2011, é uma história sobre a importância de ter alguém ao seu lado, e como a amizade e o amor sinceros até mesmo de um cãozinho fazem a diferença na vida das pessoas.

10. Orange, vols. 1-5
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Esse é o melhor mangá que já li desde que comecei a ler mangás, pois, por mais que traga um romance lindo de viver, o tema central é a amizade. Naho, uma das integrantes do grupo de seis amigos, recebe uma carta de seu "eu" do futuro que lhe diz que um dos rapazes do grupo: Kakeru não estará mais presente no futuro e que a Naho do passado pode evitar isso se desfizer alguns arrependimentos que a Naho do futuro aconselha. Naho não estará sozinha nessa luta de evitar o futuro sem Kakeru, os outros integrantes do grupo entrarão nessa luta e tentarão tornar os dias melhores, mas será que realmente dá para desfazer os arrependimentos? Todos os temas abordados em Orange são profundos e muito questionadores, apesar do "evento" fantástico da carta, Orange é lindo e incrivelmente profundo.
Sinopse: Na primavera do segundo ano do colégio, chega uma carta vinda de dez anos no futuro. Nela, estava contido o desejo da Naho de 26 anos para a Naho de 16 anos, dizendo para ela não passar pelos mesmos arrependimentos que eu passei. E a Naho adolescente vai descobrir que o arrependimento é em relação ao Kakeru Naruse, o aluno novo que é transferido de Tóquio e o motivo da Naho adulta ter escrito a carta!


Como vocês puderam perceber, no caso dos mangás que sugeri dei uma trapaceada, porque eu não consegui escolher apenas um dos volumes da duologia ou da série, nesses casos todos são essenciais. 



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