Resenha: "As Brumas de Avalon: O Prisioneiro no Carvalho (Livro 4)" de Marion Zimmer Bradley

As Brumas de Avalon (Volume Único), Marion Zimmer Bradley, São Paulo: Planeta, 2017, 970 pág
Livro 4: O Prisioneiro no Carvalho (pág 719-968)
Tradução: Marina Della Valle
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Saudações Leitores!
Fim de mais um tomo, o 4º, de As Brumas de Avalon (The mists Of Avalon), e a conclusão de uma série. Sou apenas elogios para com toda esta obra de Marion Zimmer Bradley e, creio, vale a pena ressaltar que, aqui no blog, tem resenha dos volumes anteriores:  A Senhora da Magia A Grande Rainha, o Gamo-Rei. Também vou ter de alertá-los para possíveis SPOILERS que esta resenha trará.

Por O Prisioneiro no Carvalho ser o último livro da série e ter que ser conclusivo no sentido de explicar o que ainda não havia sido explicado nos volumes anteriores, este livro se tornou um pouco mais descritivo (lê-se explicativo) que os antecessores, mas nem por isso sua qualidade, seu enredo, seu desenvolvimento e conclusão "pecaram", pelo contrário, ao finalizarmos a leitura percebemos a grande necessidade que foi todo este livro para fechar com chave de ouro toda a série.
"Parece haver uma mudança profunda na maneira como os homens agora encaram o mundo, como se uma verdade devesse expulsar outra... como se o que não é verdade deles fosse mentira."
No quarto volume algo me pegou desprevenida, a estória começa anos após os acontecimentos do 3º tomo, ou seja, ficamos a par de vários acontecimentos e, é nesse ínterim, que também vemos as manipulações de Morgana e Acolon (seu enteado e amante) para tentarem recuperar a Excalibur e devolvê-la para Avalon, já que Artur não se mostra propício a cumprir seu juramento. No entanto, tudo saí de modo oposto e Acolon morre pelas mãos de Artur. Tal fato faz com que Morgana se isole, e quebre o laço de irmandade e amizade entre ela e Artur.
"_Foi de Avalon que você recebeu a espada sagrada e foi para Avalon que fez o juramento de preservar e proteger os Mistérios sagrados! E agora quer transformar a espada dos Mistérios na cruz da morte, no cadafalso dos mortos! Quando Viviane veio à corte, foi para exigir que cumprisse o juramento que fez a Avalon. E então ela foi morta! agora vim para terminar o trabalho que ela deixou eu fazer e exigir que devolva a espada sagrada de Excalibur que pretende conspurcar ao serviço de seu Cristo!"
As coisas parecem as mesmas em Camelot, mas Gwydion (filho de Artur e Morgana) está manipulando toda a corte e fazendo com que vejam o adultério de Gwenhwyfar que se relaciona diretamente com Lancelote. Os dois são pegos e fogem.
Após um ano de busca pelo Santo Graal, os cavaleiros que não sucumbiram durante a busca voltam e tudo parece mudado. Nesse meio tempo, Morgana já está vivendo em Avalon e planejou sua vingança contra o Merlin, Kevin, por ele ter levado as relíquias sagradas de Avalon para a corte do Rei Artur e estarem usando-as como objetos sagrados e cristãos.
"_Às vezes creio, Lancelote, que não importa o que fazemos. Os Deuses nos movem de acordo com seus desejos, seja lá o que pensemos fazer. Não somos mais que seus peões."
Kevin torna-se traidor de Avalon e embora ele justifique suas motivações para levar os símbolos sagrados para uma nova interpretação cristã, nada o protege do julgamento e da punição por sua traição. Confesso que esse julgamento e a punição dada ao Kevin me fez ficar de cabelo em pé, mas também considerei ele um traidor, embora, depois eu tenha conseguido compreender suas ações.
Em Camelot, após a morte do filho de Lancelote, que seria o herdeiro de Artur, uma sucessão de fatos catastróficos ocorrem e o destino tão temido e já esperado, coloca Artur e seu filho Gwydion um contra o outro, num enfrentamento que não trará um fim bom para nenhum dos dois.
"Vai permitir que um reino surja ou caia por causa de uma noção de como um homem deve manter suas mulheres em amarras?"
Como desde o primeiro livro eu já esperava o final de As Brumas de Avalon não é o mais feliz, até porque a história do Rei Artur é conhecida por todos, embora a interpretação dos fatos por Marion Zimmer Bradley seja diferente, levou ao mesmo desfecho.
O Prisioneiro no Carvalho é um dos livros mais fascinantes da série: é quando vemos a "conclusão" de todas as visões, de todos os personagens e sabemos o fim tanto do reinado de Artur, quando vemos também Avalon sendo completamente escondida pela Brumas.

Achei tão incrível essa série, sobretudo, porque nada foi repentino, mas sim fruto de ações dos próprios personagens. Tudo caminhou de acordo com os fatos, como consequências de tudo o que era feito, mostrando que para todas as ações há uma reação, e que aquilo que fazemos terá uma consequência que nem sempre estaremos dispostos a pagar. Achei sensacional a série e dói saber que finalizei, ao passo que também me emociona saber que tive a oportunidade de conhecer uma obra tão incrível, bem escrita, bem estruturada, cheia de personagens que não são nem vilões e nem mocinhos.
"Seu coração sempre esteve com Artur, meu querido. Sempre penso que o único pecado que cometemos não foi o de nos amamarmos, mas o de eu ter me colocado entre o amor que vocês tinham um pelo outro. Meu amor por você é uma prece. E amor é a única prece que sei."

2 comentários:

  1. Eu amo a lenda do Rei Arthur, adoro séries e filmes que contam sobre... essa é uma das séries de livros que MAIS DESEJO! Essa edição veio para eu poder ler de uma vez por todas hahahah porque eu nunca encontrava para comprar!
    vou ler rapidinho.
    beijos
    https://bit.ly/2QQ3dWk

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    1. Pois já fico feliz por saber que você gosta da lenda do Rei Artur, significa que tem 99,99% de chandes de amar loucamente As Brumas de Avalon, eu amei tanto que é impossível não recomendar.

      xoxo
      Mila F.

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!