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A Descida Final foi uma despedida bastante diferente do que eu esperava

Saudações, Leitores!

Cheguei ao último livro da série O Monstrologista e confesso que terminar uma série da qual gosto tanto sempre tem um gostinho agridoce, como você se sente quando conclui uma série? A Descida Final é o quarto e último volume escrito por Rick Yancey e, para mim, após a leitura de O Monstrologista, A Maldição de Wendigo e A Ilha de Sangue foi uma despedida bastante diferente do que eu esperava. A escrita continua envolvente e perturbadora, mas desta vez o autor brinca ainda mais com a nossa percepção dos acontecimentos. Se nos livros anteriores acompanhávamos Will Henry enfrentando monstros, neste último volume talvez o maior monstro seja justamente aquilo que existe dentro dele.

A Descida Final (O Monstrologista, v.4) - Rick Yancey (resenha)

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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A Ilha de Sangue é uma continuação extremamente impactante, sombria, sangrenta, complexa e reflexiva

Saudações, Leitores!

A Ilha de Sangue (The Isle of Blood, 2011) é o terceiro volume da série O Monstrologista, escrita pelo norte-americano Rick Yancey, autor conhecido principalmente por suas obras de fantasia, ficção científica e terror. Entre seus livros mais conhecidos também estão A 5ª Onda, O Mar Infinito e A Última Estrela. Esta é uma releitura de um livro que li em 2013 e que, inclusive, já resenhei aqui no blog. E que maravilha é retomar uma história que amo! Essa releitura foi especialmente interessante porque percebi que não guardei tantos detalhes deste volume quanto imaginava. Resultado? Praticamente tudo pareceu novo, surpreendente e empolgante, como se eu estivesse conhecendo novamente uma história que já havia me conquistado anos atrás.

A Ilha de Sangue (O Monstrologista, v.3) - Rick Yancey (resenha / releitura)

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

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A Maldição do Wendigo conseguiu ser melhor do que o que eu lembrava

Saudações, Leitores!

A Maldição do Wendigo (The Curse of the Wendigo, 2010) é o segundo volume da série O Monstrologista, escrita pelo norte-americano Rick Yancey, autor conhecido principalmente por suas obras de fantasia, ficção científica e terror. Entre seus livros mais conhecidos também estão A 5ª Onda, O Mar Infinito e A Última Estrela. Esta é uma releitura de um livro que li em 2013 e que, inclusive, já resenhei aqui no blog. Depois de tantos anos, voltar para essa história foi uma experiência muito interessante, principalmente porque continuo gostando demais dessa série. 

A Maldição do Wendigo (O Monstrologista, v.2) - Rick Yancey (resenha / releitura)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

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O Monstrologista consegue trazer uma atmosfera angustiante, assustadora e viciante: é impossível parar de ler

Saudações, Leitores!

O Monstrologista (The Monstrumologist, 2009) é o primeiro volume da série homônima do escritor norte-americano Rick Yancey, autor conhecido principalmente por suas obras de fantasia, ficção científica e terror. Entre seus livros mais conhecidos também estão A 5ª Onda, O Mar Infinito e A Última Estrela que ganhou adaptação para o cinema, e os demais volumes da série O Monstrologista composta por quatro volumes. Esta é uma releitura desse livro que li em 2011 pela primeira vez e que, inclusive, já resenhei aqui no blog. E é curioso voltar para uma história depois de tanto tempo e perceber que algumas leituras continuam exatamente onde as deixamos.

O Monstrologista (O Monstrologista, v.1) - Rick Yancey (resenha / releitura)

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Saudações Leitores!
Semana passada fiz um post no blog e no Canal com um vídeo mostrando 6 Livro que pensei que não gostaria e que me surpreenderam, além disso mostrei outros 4 livros que seguiram os mesmos passos, achei a ideia bacana e, desta vez, resolvi fazer o oposto e mostrar 6 livros que me decepcionaram, ou seja, que li cheia de expectativas e as leituras floparam feio.

6 Livros que me decepcionaram (com Bônus)

sábado, 31 de março de 2018


Saudações Leitores!
Acabou Novembro, é isso produção? Que mês para passar ligeiro. Correção: que Ano para passar rápido... então fim de mês é hora de eu mostrar o que ganhei, comprei, recebi de livros e afins... Foi um total de 27 livros, mas vou mostrar direitinho os títulos para vocês:

Chegou pelo Correios 75#

quarta-feira, 30 de novembro de 2016


Saudações Leitores!
Eu vi essa Tag no blog Diário de Uma Leitora Compulsiva e resolvi responder também, já que estamos no mês do Halloween me pareceu uma boa opção, mesmo eu não sendo muito fã de livros de terror, mas tenho leituras suficientes para responder a tag.

A Tag Mansão Literária Assustadora foi criada pelo Tiago Belloti e adaptada pelo Recando da Mi para o mundo literário e consiste em criar a mansão mais mal-assombrada e mais assustadora da literatura que pudermos imaginar. Portanto, devemos escolher um elemento ou personagem de alguma obra literária que já tenhamos lido para preencher os comandos abaixo.


Um Local: Chester’s Mill do livro Sob a Redoma, já pensou num lugar limitado - que não tem como fugir - cheio de criaturas fantásticas e assustadoras? Que medo!


Um Serial Killer: Mr. Mercedes do livro Mr. Mercedes, e nem chega a ser um serial killer, mas um assassino em massa... o que dá no mesmo porque o cara é louco e assustador. Morro de Medo!



Um Zumbi: Acho que os zumbis mais famosos são os de The Walking Dead, então como li a primeira HQ escolhi justamente os ditos cujos.


Um Vampiro: Querendo ou não só existe um vampiro assustador mesmo na literatura que é Drácula, sobretudo porque além de mal, é uma incógnita, sedutor, misterioso e não tem dó nem piedade, Drácula não se apaixona!


Um Alienígena: Existem vários alienígenas que encontrei pela literatura (Sob a Redoma, 5a Onda, A Cidade da Meia-Noite), mas vou citar o livro com os primeiros alienígenas que li: A Hospedeira, eles hospedam o corpo humano... você ainda está lá em algum lugar, mas não é mais você.... não consigo ver coisa e situação pior.


Um Animal: Dragões (Harry Potter), um animal capaz de cuspir fogo, morder e voar?! Gente do céu... não conseguiria viver no mesmo mundo que estas criaturas... ia imaginar que sempre um dragão poderia me deixar tostada a qualquer momento.


Um Espírito/Fantasma: vou citar O Fantasma de Anya, que é uma HQ muito legal e essa fantasma... céus! Cheia de problemas e inferniza a vida de qualquer pessoa...


Uma Bruxa: A pior bruxa de todos os tempos é a Belatrix (Harry Potter), não tem mais para ninguém... qualquer outra bruxa está muito aquém da terrorista psicopata que é Belatrix.


Um Lobisomem: Pensei no Jacob (Crepúsculo) e no Sam (Calafrio)... não encontrei ainda um lobisomem 100% mal.


Um Monstro: Os piores monstros que já me deparei na literatura foram os Antropófagos (O Monstrologista) que, definitivamente, me tiraram o sono, me angustiaram e jamais vou esquecer o tanto de medo que senti lendo a série.


Já imaginou encontrar todos esses personagens juntos numa mansão? Seria assustador não?
Gostaram? Que tal responderem também?

Tag: Mansão Literária Assustadora

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Saudações Leitores!
Assim que terminei de ler A 5ª Onda eu desesperadamente corri e comprei o segundo volume O Mar Infinito, pois eu precisava saber o que aconteceria após a sucessão de fatos abaladores da minha estrutura de leitora e... tive muitas, muitas, muitas surpresas... tanto que no final do segundo volume estou apoplética e precisando do terceiro livro pra ontem... 


O Mar Infinito, Rick Yancey, São Paulo: Editora Fundamento, 2015, 248 pág.
Traduzido por E. Siegert & Cia

The 5th Wave 2 - The Infinite Sea é o segundo volume da série A 5ª Onda escrita pelo fantástico Rick Yancey (também autor de O Monstrologista, A Maldição de Wendigo e A Ilha de Sangue) e apesar de toda a ansiedade para ler esta continuação (que comprei imediatamente após a leitura do primeiro volume) eu fiquei com medo do autor colocar tudo de água a baixo.
O Mar Infinito me fez descobrir muitos palavrões porque ele mexeu de uma tal forma comigo que eu precisava respirar e ficava apoplética com o desenrolar da narrativa.
"Não há esperança sem fé, não há fé sem esperança, não há amor sem confiança, não há confiança sem amor. Tire um e todo o castelo de cartas humano desaba."(p.57)
A forma como o escritor construiu a narrativa nos dando a perspectiva de vários dos personagens: Cassie, Even, Ben, Especialista e Pão de Ló é fabulosa porque nos permite estar em vários lugares e avaliar melhor a situação e o caos em que o mundo onde quase já não existe seres humanos, mas está ‘povoado’ de alienígenas.
Em muitos momentos esse segundo volume é mais intenso que o primeiro, e chega até ser mais cruel porque vai abalar as estruturas humanas, quando você chega ao ponto de não poder confiar até mesmo nas crianças, não obstante, em outros momentos é um pouco mais lendo e mais explicativo. Contudo quando temos ação neste volume ela vem com força total e da forma mais eletrizante e devastadora que podemos imaginar.
"Para sobreviver, construí muros, uma fortaleza emocional que me protegeu e manteve meu espírito são em um mundo que se tornou perigosamente insano, mas mesmo a pessoa mais aberta possui um lugar secreto e sagrado em que ninguém mais pode entrar."(p.163)
Durante a leitura ficava tentando analisar como tudo o que estava acontecendo terminaria e cada vez me chocava mais com o desenrolar dos fatos e, sim, o autor me surpreendeu demasiadamente, de forma que posso afirma que não há previsibilidade neste volume, quando você acha uma coisa, sua teoria é derrubada com as revelações e só tenho certeza de uma coisa: há muito mais por vir.
O autor ainda vai nos surpreender muito e tenho até medo com o que pode acontecer, algo me diz que Rick Yandey por de ser ainda mais cruel, porque para criar o que ele está criando nessa série é necessário sangue frio e tenho medo do que o futuro dos livros reserva para nossos queridos personagens.
"Primeiro, eles nos ensinaram a não confiar neles. Depois, ensinaram a não confiar um no outro. Agora estão nos ensinando que não podemos nem ao menos confiar em nós mesmos." (p.173)
Uma pequena pausa para minha insanidade de leitora romântica: estou tão dividida se gosto mais do Evan ou do Bem, eu não estou sabendo lidar com esses dois – é eu sei que esse comentário foi desnecessário, mas... meu coração apaixonado pediu para escrevê-lo.
O fato é: vocês precisam ler essa série, não esperem mais nenhum segundo! Não sei como sobreviver enquanto espero a continuação, porque depois desse final aqui eu preciso saber mais e mais...

Estou me afogando em sangue. Não meu. O Sangue dos bilhões que morreram antes de mim, um mar infinito de sangue que me envolve e me puxa para o fundo sem luz."(p.234)


O Mar Infinito (A 5ª Onda, vol. 2) - Rick Yancey (resenha)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Saudações Leitores!
Já sou fã de Rick Yancey desde que li o primeiro livro da série O Monstrologista, e fazia um tempão que ansiava ler A 5ª Onda e com o lançamento do filme previsto para 21 de janeiro de 2016 eu resolvi meter a cara nesse livro e foi uma experiência eletrizante e arrepiante... Simplesmente amei e fiquei com uma ressaca "braba" após esse fabuloso livro.


A 5ª Onda, Rick Yancey, São Paulo, SP: Editora Fundamento, 2013, 368 pág.
Traduzido por Ana Resende

The 5th Wave foi escrito pelo americano Rick Yancey que já é um queridinho meu após eu conferir sua série O Monstrologista: O Monstrologista, A Maldição de Wendigo e A Ilha de Sangue e está com o lançamento da adaptação cinematográfica ainda para janeiro desse ano (21 de janeiro, mas precisamente).
Não tenho nem palavras para descrever a minha empolgação e emoção em relação A 5ª Onda, foi um dos melhores livros que li em 2015, do tipo que quando a gente pausa a leitura fica com os personagens e a história rondando em nossa cabeça como se ela fizesse parte de nós.
"Esqueça os discos voadores, e homenzinhos verdes, e aranhas mecânicas gigantes cuspindo raios de fogo. Esqueça as batalhas épicas com tanques e jatos de guerra e a vitória final para nós, humanos intrépidos, brigões e indomados sobre o enxame de olhos esbugalhados. isso está tão distante da verdade quanto o seu planeta agonizante se encontrava do nosso planeta vicejante." (p.09)
A 5ª Onda se trata de uma tremenda ficção científica que aborda não só o fim do mundo como o conhecemos, mas a questão de valores, manipulação, governo e muitos pontos extremamente polêmicos. É fabuloso!
O mundo está sendo invadido por alienígenas que ninguém vê e isso acontece através de ‘ondas’: "1a Onda: apagam-se as luzes. 2a Onda: começa a arrebentação. 3a Onda: pestilência. 4a Onda: Silenciador. O que vem em seguida? O que é a 5a Onda?" (p.283) e ficamos a par de tudo o que acontece acompanhando Cassie e seu irmão Sammy, Evan e Ben Parish. É extremamente eletrizante acompanhar estes personagens.
Na verdade quanto mais você vira as páginas de A 5ª Onda mais você não consegue largar o livro e fica vidrado na história que em vários momentos surpreende, empolga, deixa-nos com raiva, nos faz sorrir e suspirar.
"Algumas lembranças nunca podem ser deixadas para trás. Elas não pertencem ao passado. Elas pertencem a você." (p.231)
Em A 5ª Onda também temos um romance que é extremamente envolvente, e nos faz suspirar e ao mesmo tempo detestar o fato de todo o caos do mundo estar sempre entre as pessoas e você não saber se pode ou não de fato confiar nelas. Vivemos essas dúvidas durante a leitura, é como se estivéssemos vivendo toda a história de A 5ª Onda.
"Antes de achar você, pensei que a única forma de me manter inteiro era encontrando um motivo para viver. Não é assim. Para continuar inteiro, é preciso encontrar alguma coisa pela qual se está disposto a morrer." (p.228)
Sem dúvida Rick Yancey fez um trabalho mágico nesse livro, há tempos não me empolgava tanto com uma história desse estilo e, de repente, me vejo ansiando por mais e mais, já não aguento esperar pelo filme e pelo segundo volume. Sem dúvida um livro que virou favorito e que indico a todos.

A 5ª Onda - Rick Yancey (resenha)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Saudações Leitores!
Eu tentei tanto gravar vídeo para fazer uma tag, mas não consegui encontrar tempo, de qualquer forma, foi legal porque hoje eu vi uma tag no blog Drafts da Nica que tem tudo a ver com a data de hoje: HALLOWEEN então, resolvi responder de forma normal e, assim, vocês vão poder conferir essa tag bem divertida e quem quiser fazer também pode ficar a vontade.

1. Qual seu livro favorito de terror ou suspense?
Eu nunca tive tanto medo na minha vida do que quando li O Monstrologista e ao mesmo tempo que eu estava apavorada também não conseguia soltar o livro... foi uma tortura, mas este livro se tornou um de meus favoritos. Indico!

2. Pra festa de Halloween, você precisa se fantasiar de um personagem de um livro. Qual será?
Eu sempre quis ir a uma festa a fantasia e de Halloween - UAU - acho que eu ficaria em dúvida entre Hermione (Harry Potter), uma fantasia de fada (acho lindo fada) ou ir de America (A Seleção)

3. Um personagem que não é de livro de terror, mas que você acha assustador.
Pra quê personagem mais assustador e terrorista frio do que aquele Presidente Coriolanus Snow (Jogos Vorazes)?

4. Vampiros ou lobisomens?
Lobisomens! São fortes, animais, sexys, másculos.... suspiros, suspiros, suspiros!

5. Se forem vampiros, qual o seu vampiro preferido da literatura? Se forem lobisomens, qual seu lobisomem preferido da literatura?
Um dos lobisomens mais sedutores que já vi na literatura foi o Jacob Black (Crepúsculo)... acho que isso tem a ver com minha paixonite pelo ator Taylor Lautner (fazer o quê? o cara é gostoso!)

6. Qual um livro de terror que você tem vontade de ler?
Não tem um livro específico, mas um autor: Stephen King, todos falam tão bem dos livros de terror dele que é impossível não ficar curiosa.

7. Gostosuras ou travessuras? Diga um livro gostosura e um livro travessura.
Gostosura: Eleanor & Park (destroçou meu coração com tanta delicadeza e sensibilidade, liiiiiindo!)
Travessura: Como Matar Seu Marido (que livro cheio de loucuras, vocês não tem noção, muiiiito travesso e o melhor: divertido!)

Então, folks, as perguntinhas e respostas são essas. Espero que tenham gostado e desde já desejo um HAPPY HALLOWEEN!

Fiquem a vontade para, também, responderem essa Tag.

Tag: Halloween Literário

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Saudações Leitores!
Acredito que os que acompanham o blog de longas datas ou mesmo me conhecem já me ouviram falar do quanto gosto da trilogia O Monstrologista e eu ficava na espera louca pelo lançamento dos volumes, enfim esse ano pude concluir a leitura e digo, já estou com saudade da escrita e da história assustadora que povoou todas as páginas dos três livros. Obrigada a  Editora Farol Literário por ter me enviado este exemplar para resenha, foi maravilhoso concluir essa jornada com Will e Pellinore...


A Ilha de Sangue, Rick Yancey, São Paulo: Farol Literário, 2013, 616 pág.
Traduzido por Ana Carolina Mesquita

The Isle of Blood foi publicado originalmente em 2011, pelo escritor americano Rick Yancey, trata-se do terceiro e último volume da trilogia O Monstrologista, composta pelos livros O Monstrologista, A Maldição de Wendigo e este último A Ilha de Sangue. Rick Yancey já escreveu outros livros (que torço para serem publicados também no Brasil) e é ganhador de vários prêmios literários.
Como de praxe nessa trilogia, Rick Yancey, incia falando que o que irá narrar foi tirado dos diários de Will Henry e que após várias pesquisas para ter certeza se a história é verídica ou a alucinação de um homem que para fugir da realidade ou monotonia inventou tudo o que está escrito nos cadernos encontrados.
Tudo começa numa noite em que um visitante inesperado aparece na casa do dr. Pellinore Warthrope e Will Henry com uma encomenda secreta enviada pelo d. John Kearns: um nidus. O entregador atordoado, assustado e ameaçado pelo John Kearns pensa que foi envenenado, de fato foi, mas não pelo que supunha tê-lo envenenado, mas pelo pwder ser, após tocar o nidus ele foi contagiado e se transforma no monstro.
Como todos os livros da trilogia, Pellinore se sente instigado a encontrar o Typhoeus Magnificum, aquele que não pode ser visto, então a primeira precaução do monstrologista é colocar o nidus num local seguro: na sociedade de monstrologia em Londres, parte para lá e confessa suas suspeitas da Abram Von Helrung, seu antigo mestre e presidente da sociedade.
"Suponho que não possamos evitar. Somos, todos nós, caçadores. Somos, na falta de uma palavra melhor, monstrologistas. Nossa presa varia dependendo da nossa idade, sexo, interesses, energia. Alguns caçam a coisa mais simples ou tola - o aparelho eletrônico mais recente ou a próxima promoção, ou o garoto ou garota mais atraente da escola. Outros caçam fama, poder, riqueza. Algumas almas mais nobres perseguem o divino ou o conhecimento, ou o aprimoramento da humanidade. No inverno de 1889, eu persegui um ser humano. Você pode estar pensando que estou falando do dr. Pellinore Warthrop. Não. A pessoa era eu." (p.192)
É em Londres que conhece Tomas Arkwright um aficionado pelos trabalhos monstrologicos de Pellinore, que como não é modesto encanta-se com o talento peculiar do aprendiz e acaba deixando Will em Londre e sai em busca do Typhoeus Magnificum ao lado de Arkwright.
Muitos contratempos e descobertas virão à tona neste momento, muitas mudanças de personalidade e a luta pela sobrevivência vão transformar irrevogavelmente Pellinore, Will e todos a sua volta. Perigo, morte, sangue [muito sangue], viagens e a tal famosa Ilha de Socotra ou Ilha de Sangue onde supostamente é o ancoradouro do Typhoeus Magnificum vão modificar o significado do humano, desumano e monstrológico. Uma mudança na estrutura.
"Quando e era jovem, sempre me perguntava se a monstrologia trazia à tona a escuridão no coração dos homens ou se ela atraía homens com corações cheios de escuridão. Hoje penso que não é a natureza da monstrologia, e sim a natureza do homem." (p.276)
A Ilha de Sangue é um livro explendido, mas que tem um começo diferente e segue um curso inesperado e bem diferente dos dois primeiros livros e apenas bem depois da metade do livro ele segue o padrão dos outros, por ser um livro volumoso a leitura não é rápida, isso se deve também ao fato das muitas informações que há no livro, afinal, são os detalhes que tornam essa obra fabulosa.
Não sei se foi apenas impressão minha, mas eu achei as características do Typhoeus Magnificum muito similares as dos zumbis [a infecção por contato, a fome de carne, o corpo se decompondo, a falta de racionalidade – a morte do cérebro].
Só posso dizer que o final de A Ilha de Sangue foi fabuloso e que nesse livro conhecemos um pouco mais sobre o Will Henry e toda a sua propensão de servir o dr. Warthrope. O epílogo em que o Rick Yancey volta a aparecer para concluir os cadernos de Will Henry, afirma que há outros cadernos, mas que ele não tem coragem de ler ou escrever sobre eles porque tem medo do que vai encontrar, ele segue aquele pensamento de que há coisas que é melhor não saber, até porque mesmo que tudo seja uma ficção ele encontrou jornais e alguns documentos que comprovam partes da história.
Rick Yancey dá um final magistral e ao mesmo tempo aberto para que ele possa voltar a escrever mais volumes sobre a trilogia, embora eu ache que isso não vai acontecer. Não obstante, essa trilogia assustadora é fantástica e se você, caro leitor, tiver a oportunidade de ler, leia. Vale a pena. Já estou com saudade.

A Ilha de Sangue (O Monstrologista, Vol.3) - Rick Yancey (resenha)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saudações Leitores!
Há um tempo atrás li o livro O Monstrologista, publicado pela Farol Literário, na época eu não tinha ideia de que ele fazia parte de uma trilogia, mas quando o li fiquei completamente aterrorizada e encantada com o livro, ficava me questionando o quanto o autor era impressionantemente capaz de colocar tanto terror em páginas de um livro, até então nunca tinha lido um livro que me desse tanto medo. Então, é claro que não deu em outra, fiquei louca para ler a continuação e comprei esse segundo volume, agora que o li vocês podem conferir o que achei, espero que gostem da resenha.


A Maldição do Wendigo, Rick Yancey, São Paulo: Farol Literário, 2012, 480 pág.
Traduzido por Ana Carolina Mesquita

The Curse of Wendigo (2010) ou como foi publicado no Brasil: A Maldição do Wendigo é o segundo volume da trilogia O Monstrologista, escrita pelo americano Rick Yancey. O primeiro livro, O Monstrologista, dá inicio a uma história de horror e suspense extremamente maravilhosa.
O enredo desse livro segue a linha do primeiro volume da trilogia, inicia-se com Rick Yancey fazendo o tradicional suspense em afirmar que a história que ele narrará faz parte dos diários, do século XIX, de Will Henry e que mesmo achando surpreendente a história não sabe dizer se ela é real ou fictícia.
A narrativa começa com o mesmo cenário já conhecido: a velha mansão de Pellinore Warthrop, quando numa tarde chuvosa Muriel chega a residência do monstrologista e lhe pede socorro, que encontre seu marido John Chanler – um dos melhores amigos de Warthrop – que está desaparecido em Rat Portage após ter ido atrás do que chamam Wendigo.
"É chamado de Atcen... Djenu... Outiko... Vindiko. Possui uma dúzia de nomes em uma dúzia de terras, e é mais antigo que as montanhas, Will Henry. Come, e quanto mais come, mais faminto se torna. Tem fome mesmo enquanto se empanturra.É a fome que não se sacia.Na língua dos algonquinos, seu nome significa, literalmente, "aquele que devora toda a humanidade"."(p.35)
O dr. Warthrop muito cético, esnoba Muriel, sua ex-noiva, e ignora a atitude de John Chanler, pois acha inadmissível um autêntico monstrologista ir atrás de um mito, pois segundo o doutor, o Wendigo não existe. Não obstante, Warthrop acaba saindo em busca de seu amigo e leva Will Henry consigo, obviamente que na viagem em busca de Chanler coisas estranhas e assustadoras acontecem, mas nada se compara ao que está pela frente, ao encontrarem Chanler num estado degradante e que os nativos de Rat Portage afirmam estar possuído pelo Wendigo.
"Nós nos esforçamos nos lugares públicos para afastar a morte de lado, para destinar-lhe um canto poeirento, mas na natureza ela está sempre presente. Os membros sensuais e entrelaçados do predador e da presa, o grito de morte orgásmico, o espasmódico fluxo de sangue derradeiro, até mesmo a inseminação inaudível da terra pela árvore caída e pela folha despedaçada; estas são as carícias da amante da vida, da outra indispensável." (p.140-141).
Tudo fica assustador e gira um suspense enorme para o leitor descobrir se o Wendigo é um monstro real ou um mito como o dr. Warthrop insiste em afirmar, enquanto isso, todos, absolutamente todos correm perigo e é assustador e brutal ver os personagens irem pouco a pouco morrendo e você fica sem saber realmente o que Chanler se tornou: ficou louco ou realmente tornou-se um Wendigo? Garanto que, no final do livro, você – leitor – se surpreende como o desfecho que, para uns pode ser irritante e para outros, fabuloso, para mim, Rick Yancey continua magnificamente fabuloso em sua forma de narrar. 
Em suma, se você curte livros de terror deve com certeza ler A Maldição de Wendigo, esse é um daqueles livros que ficariam ótimos se adaptados cinematograficamente. Que venha A Ilha de Sangue, terceiro e último volume da trilogia!!!

A Maldição do Wendigo (O Monstrologista, Vol.2) - Rick Yancey (resenha)

sábado, 30 de novembro de 2013

Saudações Leitores!
Primeiramente quero agradecer a Editora Record por ter me enviado o exemplar para ser resenhado aqui no DLL. Assim que li a sinopse de O Ladrão de Cadáveres fiquei tomada pela possessão da necessidade de ler, mas o livro não correspondeu as minhas expectativas, entenda o porquê:


O Ladrão de Cadáveres, James Bradley, Rio de Janeiro: Recorde, 2013, 304 pág.
Traduzido por Beatriz Horta

The Resurrectionist foi publicado no Brasil como O Ladrão de Cadáveres escrito pelo romancista James Bradley, que é autor também de Warck e The Deep Field. O Ladrão de Cadáveres foi indicado ao The Age Fiction Book of the Year Award e ao Christina Stead Award for Fiction.
Neste livro, o narrador personagem Gabriel Swift nos conta sua história, que se passa na Londres de 1826. Gabriel é órfão e seu tutor o manda estudar com o Sr. Poll. O Sr. Poll ensina para alguns alunos anatomia, isto é, dissecado, cortando e fatiando corpos. Os corpos são conseguidos através de ladrões de cadáveres que os vendem para os professores.
“Nossas vidas são tão frágeis; vêm e vão por um nada, meros bruxuleios na escuridão eterna, sombras que passam num muro. Essa vida é tão consistente quanto o ato de respirar, é uma luz que ilumina o interior de nossos corpos e logo se apaga.” (p.22)
Prosseguindo a narrativa percebemos que Gabriel não tem nenhuma vocação para a anatomia e medicina e após algumas intrigas acaba abandonando os estudos. Na rua, apaixonado por uma prostituta (Arabella) e viciado em ópio o narrador personagem acaba envolvendo-se com Lucan, um famoso e temido ladrão de cadáveres, desse modo, acaba seguindo esta ‘profissão’ e assim consegue seus trocados para manter seus vícios. Mas tanta descaracterização o torna outra pessoa: mesquinha, egoísta e cruel. Ladrões de Cadáveres que acabam agindo de forma insana e ao invés de saquear os túmulos matam pessoas e vendem seus corpos frescos.
"Que coisa simples, tirar a vida de alguém. No final, é tão simples quanto arrancar um dente ou cortar um pedaço de carne." (p.209)
Em O Ladrão de Cadáveres não temos um mocinho ou um romance que nos faça suspirar e muito menos se trata de um livro de terror, como erroneamente supus ao ler a sinopse. Mas sem dúvida, apesar da narrativa lenta, com diálogos escassos e em vários momentos maçantes, o livro nos faz refletir sobre a efemeridade da vida e o quanto existem pessoas sem escrúpulos, que para conseguirem o que querem – mesmo quando não sabem o que querem – são capazes de fazer tudo.
John Bradley escreveu um livro que pode até retratar bem a década de 1820 em Londres, que faz uma ótima descrição da anatomia humana e faz os leitores refletirem sobre vida X morte, integridade X corruptibilidade, companhia X solidão entre outras dicotomias e até mesmo paradoxos. Entretanto, O Ladrão de Cadáveres, torna-se uma leitura um tanto monótona por conta da falta de diálogos e pela fragmentação da história, que por diversas vezes apresenta características de um diário pessoal do personagem Gabriel Swift que simplesmente só escreve quando quer e nos coloca a par das partes que acha importante.
"Em algum lugar não muito distante, músicos tocavam e homens cantavam alto. Dentro de mim, entretanto, havia só um vazio enorme e impossível de ser preenchido. Até que finalmente levantei, abri a mala e peguei o frasco de ópio que tinha escondido lá." (p.154)
Particularmente, quando li a sinopse e vi o título do livro eu fiquei imensamente curiosa, pensei que se tratava de um livro de terror, desde “O Monstrologista” [resenha aqui] não lia algo de terror realmente bom então fiquei toda animada com O Ladrão de Cadáveres, mas infelizmente a leitura deixou a desejar. Em suma, o livro não é de todo ruim, mas fiquei com a sensação de que ele poderia ter sido bem melhor.

O Ladrão de Cadáveres - James Bradley (resenha)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

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