SOCIAL MEDIA

Mostrando postagens com marcador Editora Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Companhia das Letras. Mostrar todas as postagens
Saudações Leitores!
Como fã de John Boyne eu precisava conferir seu livro recém lançado no Brasil: Uma História de Solidão* e a leitura foi uma experiência marcante, como sempre esse escritor me surpreende, me emociona e o principal: não me decepciona. Quero compartilhar minha opinião com vocês e através delas motivá-los a lerem!


Uma História de Solidão, John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2016, 416 pág.
Traduzido por Henrique de Breia e Szolnoky

A History of Loneliness foi publicado originalmente em 2014, mas apenas recentemente publicado no Brasil com o título Uma História de Solidão escrito pelo irlandês John Boyne, autor best-seller de O Menino do Pijama Listrado e outros títulos como: O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa, Tormento, Fique Onde está e então Corra.
Sou fã de John Boyne e toda vez que pego um livro dele para ler já sei que vou gostar e vou me emocionar de alguma forma, esse escritor tem um potencial enorme e é sempre um prazer lê-lo.
Em Uma História de Solidão não foi diferente: o livro é narrado em primeira pessoa por Odran Yates, um padre irlandês que vai alternar sua história no presente com lembranças do passado, reforçando o dia em que sua mãe, uma católica fervorosa, teve uma epifania de que Odran deveria ser padre e posteriormente como foi mandado para um colégio para sua formação sacerdotal.
"Que mundo é este em que vivemos, quanto mal causamos às crianças." (p.70)
Toda a infância, adolescência Odran foi muito influenciado pelas ideologias do catolicismo e as tradições religiosas. No seminário ele percebe que leva jeito para padre, mas nem todos que estão ali (muitas vezes de forma forçada) têm a mesma “vocação”, isto inclui seu companheiro de quarto e melhor amigo: Tom Cardle.


Após anos e depois de ter ido para Roma e ter voltado à Irlanda, Padre Odran Yates vai ensinar no Terenure College, após se adaptar a vida no colégio e a rotina ele é mandado para uma paróquia (antiga paróquia de padre Tom Cardle), após essa mudança radical em sua vida. Odran percebe que nunca mais ouviu falar de Tom.
Com uma narrativa não linear o leitor vai juntando os ‘pedaços’ das histórias e vai se delineando uma série de coisas que dão pistas sobre o rumo da história, sobre os segredos que girão em torno do catolicismo.
“Me sentei e, em seguida, estava chorando. Não por mim, acho que não; não pelos horrores das últimas vinte e quatro horas. E sim por como as coisas tinham mudado. Houve uma época em que as pessoas confiavam nos padres, quando levavam um menininho perdido à casa paroquial, não à delegacia. Hoje, era impossível conversar com uma criança sem ser alvo de olhares atravessados. Era impossível fazer uma reunião com os coroinhas sem um pai presente pra garantir que você não tentasse nada com os meninos. E era impossível ajudar uma criança que estava aflita e perdida sem que todos presumissem que você estava tentando raptá-la, sem que cuspissem a palavra pedófilo na sua cara." (p.211)
Em Uma História de Solidão John Boyne aborda bem um tema obscuro: a pedofilia cometida por vários padres que até o final do século passado eram ocultadas pela igreja. Na Irlanda, um país católico passou por vários casos de abusos como esses que ganharam manchetes e noticiários. A história é absolutamente verossímil o que um valor cada vez maior a obra que contou com uma vasta pesquisa por parte do autor.
Uma coisa que me incomodou e muito foi o personagem principal e nosso narrador: Padre Odran Yates que me pareceu ingênuo demais, sem convicção e simplesmente parecia não ter coragem de enfrentar sua vida. Não parece ser uma atitude de alguém com uma idade tão avançada, mas também tentei levar em consideração as cicatrizes que ele carregava, os problemas pessoais e familiares que ele tinha não resolvidos que o atormentaram sempre.


O desfecho foi assustador, triste, angustiantes, mas com o andar da carruagem era previsível. Além da pedofilia John Boyne trata de homossexualismo e os novos parâmetros sociais e religiosos. É muito interessante ler um livro profundo, bem escrito e cheio de história e situações “reais”. De certo modo, é bem difícil lidar com alguns fatos relatados, mesmo ficção o livro tem um peso de denunciar a cultura do secretismo.
"Se eu não conseguir enxergar algo de bom em todos nós e esperar que a dor compartilhada por todos tenha um fim, então que tipo de padre eu sou? Que tipo de homem?" (p.352)
Uma História de Solidão é, de fato, uma obra que critica não apenas ao catolicismo irlandês, mas mundial. Além disso critica a sociedade, as pessoas, a ética, a “justiça” que muitas vezes nem chega a acontecer.


*Este livro foi cortesia da Editora Companhia das Letras, para mais informações clique AQUI.

Resenha: Uma História de Solidão - John Boyne

terça-feira, 12 de abril de 2016

Saudações Leitores!
Eu não sei porque demoro tanto a ler Desventuras em Série, eu sempre espero ler um após o outro mas nunca deu certo e somente agora (após anos de ter a série) consegui ler o volume quatro Serraria Baixo-Astral e venho compartilhar minha experiência de leitura com vocês.


Serraria Baixo-Astral - Livro Quarto (Desventuras em Série), Lemony Snicket, São Paulo: Companhia das Letras, 2002, 176 pág.
Traduzido por Carlos Sussekind
Ilustrado por Brett Helquist

Serraria Baixo-Astral é o quarto livro da série Desventuras em Série escrita por Lemony Snicket (ou Daniel Handler) precedido por Mau Começo, A Sala dos Répteis e O Lago das Sanguessugas.
Com um título tão sugestivo, é claro que esta série é devastadora e não podemos esperar nada de bom nela, ou seja, mesmo que as coisas pareçam estar melhorando não adianta nos animarmos porque algo realmente ruim pode acontecer a qualquer momento.
Após a desventurada situação vivida pelos irmãos Baudelaire (Violet, Klaus e Sunny) na casa da tia Josephine por conta do temível Conde Olaf, o Sr. Poe decide levar as crianças para a Serraria Baixo-Astral na cidade de Paltryville.
Contudo o que parecia uma solução para encontrar um lar para os irmãos Baudelaire, tudo sai exatamente o oposto, na Serraria Baixo-Astral as crianças passam a ser tratadas como empregadas pelo próprio tutor (Senhor) que afirma que as crianças tem que pagar pela estadia delas.
Assim sendo, todos na fabrica ‘vivem’ sobre a tirana do capataz Flaucutono e são escravizados a ponto de não terem o direito a café da manhã e o almoço ser apenas um chiclete.
Se as coisas já estavam ruins imagina quando Shirley aparece? Shirley é nada mais, nada menos do que o asqueroso Conde Olaf disfarçado. Diante do horror vivido pelas crianças, elas irão além de sofrer terem que convencer os outros de que Shirley é o Conde Olaf.
Logo no começo do livro Lemony Snicket já nos deixa de sobreaviso que esse livro quarto é ainda mais triste do que os anteriores. Ele estava certo: fiquei agoniada vendo as crianças passarem fome, terem que trabalhar até a exaustão e serem desacreditadas e sem ninguém para apoiá-las e amá-las.
Essa série é realmente bem escrita e muito gostosa de ler, apesar de todo o sofrimento dos irmãos Baudelaire, há algo imensamente envolvente no mistério, na participação intrometida do narrador. Indico muito a leitura.


Resenha: Desventuras em Série: Serraria Baixo-Astral (Livro Quarto) - Lemony Snicket

terça-feira, 22 de março de 2016

Saudações Leitores!
Vamos conferir alguns dos principais lançamentos da Seguinte, Companhia das Letras, Suma de Letras, Paralela e Alfaguara deste mês de março... espero que apreciem, afinal tem lançamentos maravilhosos vindo por aí, inclusive do mestre Stephen King.

EDITORA SEGUINTE

A profecia do pássaro de fogo – Trilogia Echo, vol. 1 (Melissa Grey)
No subterrâneo de lugares onde é muito difícil chegar, duas antigas raças travam uma guerra milenar: os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pelos; e os Drakharin, que têm escamas sobre a pele. Ambas possuem magia correndo nas veias, o que as possibilita se esconder de todos os humanos… menos de uma adolescente chamada Echo. Echo conheceu os Avicen quando era criança, e desde então eles são sua única família. A pedido de sua guardiã Avicen, a garota começa uma jornada em busca do pássaro de fogo, uma entidade mítica que, segundo uma velha profecia, é a única forma de acabar com a guerra de vez. Mas Echo precisa encontrar o pássaro antes dos Drakharin, ou então os Avicen podem desaparecer para sempre…

Por que esta noite é diferente das outras? – Só perguntas erradas, vol. 4 (Lemony Snicket)
Último volume da série Só Perguntas Erradas, do mesmo autor das Desventuras em Série.
O jovem Lemony Snicket começou seu aprendizado em uma organização misteriosa e partiu para Manchado-pelo-mar, uma cidade decadente onde se criavam polvos para a produção de tinta.
Sua excêntrica tutora, S. Theodora Markson, foge no meio da noite para pegar o trem rumo à cidade grande. Agora ele precisa investigar por que ela está indo embora sorrateiramente e quem ela precisa encontrar nesse trem. Mas um crime terrível acontece no meio da viagem… Quem é o culpado? Quem são os passageiros — bem suspeitos — do trem? Por que uma parada não programada acontece? Será que tudo isso faz parte dos planos do vilão Tiro Furado?
Volume 1 – Quem poderia ser a uma hora dessas?: http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=12987
Volume 2 – Quando você a viu pela última vez?: http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=12988
Volume 3 – Você não deveria estar na escola?: http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=12989


SUMA DE LETRAS

Mr. Mercedes (Stephen King)
Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à tv, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.


COMPANHIA DAS LETRAS

Linha M (Patti Smith)
Depois do cultuado Só garotos, a lendária cantora e escritora Patti Smith volta à sua odisseia pessoal em Linha M, que ela chama de “um mapa para minha vida”. O livro começa no Greenwich Village, o bairro que tanto marcou sua história. Todos os dias a artista vai ao mesmo café e, munida de seu caderno de anotações, registra suas impressões sobre o passado e o presente, a arte e a vida, o amor e a perda.
Num tom que transita entre a desolação e a esperança — e amplamente ilustrado com suas icônicas polaroides —, Linha M é uma meditação sobre viagens, séries de detetives, literatura e café. Um livro poderoso e comovente de uma das mais multifacetadas artistas em atividade.

Esta terra selvagem (Isabel Moustakas)
Romance de estreia de Isabel Moustakas, Esta terra selvagem é um thriller sangrento encenado numa São Paulo subitamente tomada por crimes de ódio.
Depois de presenciar a morte da testemunha ocular de um crime tenebroso, a vida do repórter João nunca mais foi a mesma. A jovem que assistiu à tortura e ao assassinato brutal dos pais, para depois ser abusada das maneiras mais terríveis, deu fim à própria vida diante dele após relatar cada detalhe perturbador do que vivera. A partir deste terrível episódio, o jornalista irá seguir todas as pistas que possam levá-lo a um possível grupo racista e homofóbico que vem cometendo as piores atrocidades contra imigrantes, negros, judeus, nordestinos, gays e quaisquer pessoas que eles considerem impuras. Mas a única pista que ele tem são os cadarços verde e amarelo que eles usam nos coturnos.

De mim já nem se lembra (Luiz Ruffato)
Ao abrir uma pequena caixa encontrada no quarto da mãe falecida, o narrador depara com um maço de cartas cuidadosamente atadas por um cordel. Dirigidas à mãe e escritas pelo irmão, vitimado por um acidente, essas cinquenta cartas reconstituem um passado e registram também mudanças políticas, econômicas e culturais no apogeu da ditadura militar brasileira, convidando o leitor a espreitar a memória de uma família com “olhos derramando saudades”. Em De mim já nem se lembra, Ruffato recupera a antiga tradição do romance epistolar e transfigura-a — em vez de uma troca de correspondência ordenada cronologicamente, aqui há apenas uma voz, no espaço e tempo imprecisos da ausência.


EDITORA PARALELA

A cadeira da sereia (Sue Monk Kidd)
Na abadia de santa Senara, cujo nome se originava de uma santa celta que fora uma sereia antes de ser convertida, existe uma cadeira encantada. Reza a lenda que quem tomar o assento e fizer um pedido a Senara, será ouvido. Quando Jessie Sullivan precisa retornar à ilha para cuidar de sua mãe, deixando seu marido, Hugh, para trás, ela é forçada a encarar uma série de dúvidas sobre seu casamento. Apesar do amor cordial que sente pelo marido, ela se sente atraída pelo irmão Thomas, um monge prestes a tomar seus votos solenes. Em meio ao mistério e os poderes da “santa Pecadora”, ela luta contra os desejos que parecem tomar conta de sua vida. Enquanto a liberdade que a ilha inspira parece falar com Jessie, seria ela capaz de deixar de lado a responsabilidade e o conforto do lar que criou ao lado de Hugh? Uma história  comovente sobre a espiritualidade e as escolhas que precisamos fazer.

Before – After, vol. 6 (Anna Todd)
Antes de Tessa, Hardin era um jovem rude e, às vezes, cruel. O que será que fez com que ele se tornasse esse bad boy tão revoltado? E o que passava em sua cabeça naqueles primeiros momentos com Tessa, a menina irritantemente certinha de quem ele não conseguia ficar longe? Contado sob o ponto de vista de Hardin e de outros personagens da série, Before acompanha de perto esse complexo e cativante personagem, desde seus problemas de infância até sua turbulenta juventude. O livro traz também passagens
inéditas do romance de Tessa e Hardin e revela, ao fim, o futuro desse casal intenso que conquistou os  corações de leitores no mundo inteiro!

Romance moderno (Aziz Ansari)
Durante anos, a comédia stand-up de Aziz Ansari tem discutido os romances modernos. Mas em Romance Moderno, o livro, ele decidiu levar o assunto a outro nível. Ele se juntou ao sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York, para desenvolver um projeto de pesquisa que se estendeu de Tóquio a Buenos Aires, passando por Paris, Doha e Wichita. Eles analisaram dados comportamentais e fizeram extensas entrevistas com centenas de pessoas. Criaram um fórum no site Reddit, onde conseguiram milhares de
respostas. Contaram com auxílio dos mais renomados pesquisadores sociais. O resultado é um livro único, em que o humor irreverente de Aziz é veículo para pesquisas sociais inovadoras, para um tour no nosso universo romântico como nunca antes visto.

EDITORA ALFAGUARA

O pescoço da girafa (Judith Schalansky)
Inge Lohmark é a última de sua espécie. Professora de biologia no Colégio Charles Darwin, na antiga Alemanha Oriental, ela sabe que adaptação é tudo. Mas as coisas estão mudando muito rapidamente. As pessoas já começam a olhar para o Ocidente em busca de empregos e oportunidades de vida; sua própria filha deixou o país. O ambiente conhecido está desaparecendo. E, mesmo que os alunos e colegas da escola não sejam os espécimes mais brilhantes da manada, parece que Lohmark está ficando para trás. Escrito com elegância e ironia, O pescoço da girafa é uma crítica mordaz ao ambiente escolar, à competição selvagem da vida e à ideia de que os mais fortes são sempre claramente reconhecíveis.


Lançamento: A profecia do pássaro de fogo... e outros

quarta-feira, 16 de março de 2016

Saudações Leitores!
Espero que vocês estejam aproveitando bastante esse mês e aposto que já leram bastante, mas que tal ficarem por dentro dos principais lançamentos das Editoras Seguinte, Companhia das Letras, Alfaguara e Suma de Letras? Tem muitas novidades chegando em nossas prateleiras neste Fevereiro, espero que venham conferir comigo, espiem:

EDITORA SEGUINTE

Espada de vidro – A rainha vermelha, vol. 2 (Victoria Aveyard)
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

COMPANHIA DAS LETRAS

Depois a louca sou eu (Tati Bernardi)
Em Depois a louca sou eu, Tati Bernardi escreve sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil, inteligente e confessional. As crises de pânico, a mania de organização, os remédios tarja-preta e os efeitos da ansiedade em sua vida aparecem sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar e, sobretudo, humor.
Tati consegue falar de um tema complicado, provocar gargalhadas e ainda manter o pacto de seriedade com o leitor. A capacidade de rir de si mesma confere a tudo isso distância, graça e humanidade. Depois a louca sou eu é a entrada em cena de uma escritora que ombreia com os melhores da nova literatura brasileira.

Isso também vai passar (Milena Busquets)
Um imperador convoca sábios e pede uma frase que sirva a todas as situações possíveis. Depois de meses, eles aparecem com uma proposta: “Isso também vai passar”. Quando Blanca era pequena, sua mãe contou essa história para ajuda-la a superar a morte do pai, e então acrescentou: “A dor e o pesar passam, assim como a euforia e a felicidade”.
Após a morte da mãe, restam as memórias do que Blanca viveu ao lado de quem a trouxe à vida, e o desejo de completar sua existência convivendo com as amigas, os filhos e os homens importantes do passado. Durante um verão na mediterrânea Cadaqués, ela se esforça para encontrar um novo caminho na vida.

Um passo atrás (Henning Mankell)
Suécia, solstício de verão. Três amigos se encontram numa reserva natural fantasiados com trajes do século XVIII para celebrar a noite mais longa do ano. O que não sabem é que estão sendo observados. Cada um deles acaba assassinado com um único tiro. Quando um dos mais confiáveis colegas de Kurt Wallander – alguém com quem ele contava para resolver o caso – também aparece morto, o inspetor logo desconfia de uma relação entre os dois crimes. Recuperando-se da morte de seu pai e obrigado a encarar o declínio da própria saúde, Wallander tenta desvendar os planos do assassino. Desesperado para encontrá-lo antes que ele ataque outra vez, o inspetor, no entanto, sempre parece estar um passo atrás.

Não me abandone jamais (Kazuo Ishiguro) – Nova edição
Romance finalista do Man Booker Prize em 2005, adaptado ao cinema com as atrizes Keira Knightley e Carey Mulligan em 2010. Do aclamado autor de O gigante enterrado e Os vestígios do dia.
Crianças costumam ser levadas a acreditar que são especiais. Mas os alunos de Hailsham, internato inglês, são tão especiais que vivem encobertos em mistérios. De onde vêm? Para onde vão? Assim como essas crianças, que têm de descobrir por conta própria o que há de estranho em suas vidas, o leitor juntará as pistas que vão sendo deixadas ao longo da narrativa. Não me abandone jamais é uma obra-prima de atmosfera e alusões.
“Você disse que tem certeza? Certeza de que estão apaixonados? E como é que você sabe disso? Então acha que o amor é coisa assim tão simples?”


EDITORA ALFAGUARA

Essa menina (Tina Correia)
Durante muito tempo, ninguém soube o verdadeiro nome de Esperança. Para todos, ela era Essa Menina. Decidida a reunir num livro as memórias de sua infância, ela desperta a criança curiosa que vivia a escutar a conversa dos adultos. Ao descrever as festas, as comidas e as brincadeiras no quintal, revela ao leitor, ainda que sob a perspectiva infantil, os anseios, fragilidades e sonhos dos que estavam à sua volta.
Os grandes eventos políticos dos anos 1930 a 1960 são o pano de fundo dessas dramáticas e emocionantes histórias. Ora testemunha, ora protagonista, é a menina de olhos grandes e curiosos quem nos conduz por essa narrativa quase mítica, ambientada no interior do Nordeste.


SUMA DE LETRAS

Marcados para sempre – À flor da pele, vol. 2 (Helena Hunting)
Depois de perder Tenley, o tatuador Hayden Stryker volta a ser atormentado por seu passado traumático, e suas noites são tumultuadas por pesadelos sobre a morte dos pais. A única maneira que encontra para ficar em paz é indo atrás da mulher que ama. Tenley acha que não merece uma segunda chance, mas precisa deixar de lado toda a culpa que sente, se quiser um futuro com Hayden. Apesar da intensa atração física, os dois têm que lutar para esquecer o passado e reconstruir sua relação, ainda tão frágil.
Nesta continuação de À flor da pele, Hayden e Tenley precisam ultrapassar enormes barreiras emocionais e encontrar na vida o mesmo tipo de sintonia perfeita que têm na cama. Marcados para sempre é a emocionante história de dois jovens desesperados para dar e receber amor, mas com medo das marcas que esse tipo de sentimento pode deixar.
Volume 1 – À flor da pele:  http://www.skoob.com.br/livro/451234ED511191

A coroa escarlate – Os Sete Reinos, vol. 4 (Cinda Williams Chima)
Há mil anos, dois jovens amantes foram traídos – Alger Waterlow foi condenado à morte e Hanalea, rainha
de Fells, a uma vida sem amor. Agora, mais uma vez, o reino de Fells está à beira de se desintegrar. Para a jovem rainha Raisa ana’Marianna, manter a paz é quase impossível. A tensão entre os magos e os clãs atingiu o limite. Os reinos vizinhos veem Fells como uma presa fácil, e a maior esperança de Raisa é unir seu povo contra um inimigo em comum – mas esse inimigo talvez seja o homem por quem está apaixonada.
Emaranhado em uma complexa rede de mentiras e tênues alianças, o antigo dono de rua Han Alister agora é parte do Conselho dos Magos. Navegar pela mortal política dos sangues azuis nunca foi tão perigoso – e Han parece fazer inimigos por todos os lados. Sua única aliada é a rainha, e, apesar dos riscos, é impossível ignorar o que sente por ela.
Então Han descobre um segredo guardado há séculos, algo poderoso o bastante para unir o povo de Fells. Mas será que ele sobreviverá por tempo suficiente para salvar o reino? Uma verdade mascarada há mil anos por uma terrível mentira vem à tona nesta emocionante conclusão da épica série de fantasia Os Sete Reinos.
Volume 1 – O Rei Demônio: http://www.skoob.com.br/livro/388275ED439488
Volume 3 – O Trono do Lobo Gris: http://www.skoob.com.br/o-trono-lobo-gris-388278ed439490.html            


Lançamento: Espada de Vidro... e outros

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Saudações Leitores!
Sabe quando um de seus escritores favoritos publica um livro e você fica vibrando para logo colocar as mãos nele e 'devorá-lo'? Foi bem isso que aconteceu com Percatempos* eu ansiei para ler e, quando enfim li, eu devo dizer que fiquei um pouco frustrada e quero explicar para vocês meus motivos:


Percatempos: Tudo o que faço quando não sei o que fazer, Gregório Duvivier, São Paulo: Companhia das Letras, 2015, 112 pág.

Percatempos: Tudo o que faço quando não sei o que fazer é mais um livro do Gregório Duvivier, também autor de Ligue os Pontos Put Some Farofa.
Acredito que quem acompanha o blog sabe que tenho uma grande admiração pelo trabalho do Gregório Duvivier, acho um escritor bem crítico, irônico, sarcástico e bem humorado, ele tem sempre algo a falar e é polêmico e reflexivo, o que é uma grande característica em um mundo tão vazio de pensamentos originais e críticos, mas infelizmente essa nova produção do escritor não me envolveu.
Percatempos é uma leitura bem visual e mesmo trazendo as características primordiais das produções de Duvivier (humor, crítica, pegadas rápidas) não consigo esconder meu desapontamento e após a leitura (que levou uns 10 minutos) cheguei a conclusão de que um livro assim não tinha muita necessidade de ser publicado.
Não vou dizer que não é criativo e engraçado – algo que Duvivier faz quando não está fazendo nada, mas o pensamento continua ali a martelar na cabeça, só que diferente das outras produções do escritor Percatempos carece de uma substância maior que dê um sentido a publicação e, como leitora, não consigo encontrar sentido para um livro assim.
Em suma, estou desapontada, senti que o livro deu todas as pistas de que seria uma “perda de tempo”, mas eu fui na fé que tenho no escritor e acabei tomando um banho de água fria.

*Esse livro foi cortesia da Companhia das Letras, para mais informações sobre o mesmo, clique AQUI.

Resenha: Percatempos - Gregório Duvivier

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Saudações Leitores!
Para começar a semana com o pé direito, venho mostrar para todos vocês alguns dos principais lançamentos deste mês de novembro das editoras: Companhia das Letras, Seguinte, Paralela e Suma de Letras, espero que curtam a postagem... eu sei que os fãs de Star Wars vão amar...

EDITORA SEGUINTE


Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império, cujo poder sobre a galáxia aumentava a cada dia. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém suas diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?
Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império - como as Batalhas de Yavin, Hoth e Endor - de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força!

Nesta história, que se passa entre Uma nova esperança (episódio IV) e O Império contra-ataca (episódio V), Luke está no meio de uma tarefa para a Aliança Rebelde quando um chamado da Força o leva até Devaron, um planeta misterioso onde há muito tempo erguia-se um templo Jedi, agora reduzido a ruínas.
Luke decide se desviar temporariamente da missão e seguir aquele chamado, com a ajuda de um guia local corajoso o suficiente para ignorar as lendas que diziam que o lugar era mal-assombrado. Em meio aos escombros, Luke descobrirá que, mesmo sem um mestre, poderá continuar seu treinamento Jedi - isto é, caso consiga sobreviver à sua primeira batalha com um sabre de luz.
Nesta série, você encontrará aventuras inéditas de seus personagens favoritos, além de algumas caras novas. Mas leia com atenção! Há pistas escondidas nas páginas dos livros, que dão dicas preciosas sobre o episódio VII, O despertar da Força!

Nesta história, que se passa entre Uma nova esperança (episódio IV) e O Império contra-ataca (episódio V), Han e Chewie precisam pilotar a Millennium Falcon numa missão ultrassecreta da Aliança Rebelde: resgatar o tenente Ematt, um oficial da Rebelião que está sozinho e desprotegido no venenoso planeta de Cyrkon.
A dupla viaja até lá e logo percebe que a missão será bem complicada, já que Han Solo está sendo procurado por todos os contrabandistas da galáxia, que querem levá-lo a Jabba para receber uma alta recompensa. Para piorar, a oficial do Império Alecia Beck também está no planeta procurando por Ematt. Agora, Han precisa encontrá-lo e fugir dali o quanto antes - para seu próprio bem.
Nesta série, você encontrará aventuras inéditas de seus personagens favoritos, além de algumas caras novas. Mas leia com atenção! Há pistas escondidas nas páginas dos livros, que dão dicas preciosas sobre o episódio VII, O despertar da Força!

Nesta história, que se passa entre O Império contra-ataca (episódio V) e O retorno de Jedi (episódio VI), Leia descobre que o Império está construindo uma nova Estrela da Morte e, enquanto o alto-escalão da Aliança organiza um ataque, a princesa bola um plano para ajudar: atrair parte da frota imperial para outro setor da galáxia, distante de onde o verdadeiro ataque iria acontecer.
Para isso, ela precisará passar por três planetas do setor Corva, recrutando líderes para uma reunião da causa rebelde. A primeira parada seria no planeta rochoso de Basteel, seguida pelo planeta aquático de Sesid e terminando nas terras rurais de Jaresh. Logo Leia chama a atenção do Império, conforme o planejado - mas talvez um Destróier Estelar e uma capitã implacável em sua cola sejam demais!
Nesta série, você encontrará aventuras inéditas de seus personagens favoritos, além de algumas caras novas. Mas leia com atenção! Há pistas escondidas nas páginas dos livros, que dão dicas preciosas sobre o episódio VII, O despertar da Força!

COMPANHIA DAS LETRAS




Os dilemas e as pressões sociais de Eva podem se parecer com os de qualquer garota da elite. Para quem vê de fora, sua vida se dá entre o restaurante chique e a festa com DJ francês regada a MDMA. No entanto, tudo que é óbvio sobre Eva será desconstruído pela autora Maria Clara Drummond. Como o ator consciente da farsa encenada, a jovem colocará em evidência cada parte dessas engrenagens sociais.

Maria e Clara são jovens órfãs unidas por dons secretos. A chegada de Maria a uma granja na Borgonha traz prosperidade à terra, o que leva todos a acreditarem que a menina conversa com a natureza. Enquanto isso, Clara cresce numa aldeia perdida nos Abruzos, no sul da Itália, aprende italiano “na velocidade do milagre” e, depois de se revelar um prodígio no piano, é enviada a Roma para desenvolver sua veia musical. As duas garotas, cada uma à sua maneira, se comunicam com um mundo misterioso que garante à vida dos homens sua profundidade e beleza, mas ao mesmo tempo oferece uma ameaça grave contra nossa espécie. As sombras da guerra e do mal avançam, e só Maria e Clara poderão combatê-las, reinstaurando a paz. Mas elas ainda não compreendem os muitos enigmas que as envolvem. De onde vêm? O que as conecta?
Numa linguagem arcaizante mas atemporal, que não permite ao leitor situar a época em que se passa a história, a autora de A elegância do ouriço tece um romance original de atmosfera inesquecível, um passeio fabular por jardins encantados e palavras de sonoridade mágica. Ao se aventurar pela fantasia, Barbery faz um elogio à arte e à natureza, as órfãs da contemporaneidade.

EDITORA PARALELA


Tudo começa numa festa de formatura de ensino médio. Cinco amigos comemoram juntos o tão aguardado fim da vida escolar. Apesar de bem diferentes entre si, têm algo em comum: enxergam o futuro como um mar de possibilidades a ser descoberto e explorado. Sonham em ser gigantes, tão grandes quanto suas ambições. Mas para nenhum deles o futuro será conforme o previsto. À medida que os anos passam, os jovens deparam com as complexidades trazidas pelo chamado da vida adulta. Desilusões amorosas, questões familiares, conflitos na carreira, dúvidas e mais dúvidas… É inevitável: ao chegar perto dos trinta, todos nos tornamos um pouco mais desencantados e – por que não? – sábios. Mas e os sonhos da juventude, onde vão parar?

SUMA DE LETRAS


Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes. Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta. Até que uma desgraça atinge Jacobs e o faz ser banido da cidade. Décadas depois, Jamie carrega seus próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados.

Pedro Afonso, ou melhor, Rezende, é louco por videogames e se dedica a produzir vídeos para a internet sobre seu jogo favorito: Minecraft. Um de seus maiores orgulhos é o vilarejo virtual que construiu por lá. Rezende passa tanto tempo no computador que é quase como se morasse em sua criação. Mas e se um dia isso se tornasse possível?
Dois mundos, um herói é uma aventura fantástica que leva você para dentro do universo de Minecraft na companhia de RezendeEvil. O susto de acordar do outro lado da tela é grande, mas a diversão é ainda maior. Nesse mundo de pixels ele encontra todos os pequenos amigos que criou: inclusive uma versão de si mesmo.
E quando um terrível mal ameaça destruir o vilarejo, Rezende se torna a única esperança. Usando sua criatividade, nosso herói vai ter que enfrentar com as próprias mãos os inimigos que estava acostumado a vencer com o teclado e o mouse.


Lançamento: Star Wars... e outros

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Saudações Leitores!
Quero dividir com vocês alguns dos lançamentos do mês de agosto do Grupo Companhia das Letras, pois foram vários livro maravilhosos e selecionei alguns para mostrar para vocês, espero que gostem!



Primavera, verão, outono e inverno: a sazonalidade é um dos elementos centrais na construção do haikai, que tem a natureza como foco; daí a divisão de Outro silêncio nas quatro estações do ano. A forma poética concisa, herdada da cultura japonesa, conquistou grandes autores como Millôr Fernandes e Paulo Leminski, que subverteram regras e inundaram os poemetos de malemolência. Alice Ruiz, experimentadora dessa tradição desde os anos 1980 e peça chave na difusão do haikai pelo Brasil, mostra aqui um trabalho maduro, que retoma a forma em sua essência, como era praticada nos tempos de Bashô. No silêncio e no despimento de si, emerge uma voz original e feminina, lírica e bem-humorada, sutil e sensual.

Quadrinhos na Cia.

Mate minha mãe, Jules Feiffer (tradução de Érico Assis)

Somando-se a uma carreira lendária que inclui um Pulitzer, um Oscar, um Obie e outras homenagens da National Cartoonist Society e do Writers Guild of America, Jules Feiffer apresenta agora sua primeira graphic novelMate minha mãe é uma vibrante celebração do cinema noir e dos quadrinhos que embalaram sua juventude. Bebendo de Spirit — HQ em que Will Eisner trabalhou nos anos 1940 —, nas obras de Hammett, Chandler, Cain, John Huston e Billy Wilder, e ainda repleto do humor rápido de Feiffer, o livro conta a história de cinco mulheres formidáveis ligadas fatalmente por um detetive decadente e beberrão. Nesta graphic novel, Feiffer injeta energia e vitalidade no gênero.


Boa Companhia

Éramos mais unidos aos domingos — e outras crônicas, de Sérgio Porto

Um dos mais divertidos de nossos cronistas, numa seleção com textos engraçados, líricos ou francamente debochados. Sua escrita vai além: a linguagem das ruas, as situações inusitadas do dia-a-dia, a comédia da vida privada, as transformações dos costumes nas grandes cidades brasileiras, as mentiras que contamos para os outros, a convivência com os vizinhos. Tudo isso vem recuperado numa prosa deliciosa, que demonstra um ouvido apurado para capturar a realidade, transformando-a em literatura e em diversão.

Paralela

After 4 — Depois da esperança, Anna Todd (Tradução de Alexandre Boide e Carolina Caires Coelho)

Depois de tantos obstáculos, Tessa e Hardin estão, enfim, mais maduros como casal. As dificuldades causadas pelo gênio forte dele e pela impulsividade dela ainda existem, mas eles já não conseguem negar o amor que sentem um pelo outro. Mesmo morando em cidades diferentes, estão mais apaixonados do que nunca. Se a química entre os dois já era explosiva antes, agora que eles se entregaram de vez a essa paixão, cada encontro será mais ardente do que o anterior. Mas uma cruel reviravolta do destino trará à tona todos os fantasmas do passado de Hardin. Depois da esperança, haverá forças para enfrentar mais dificuldades?


Cidade mágica, Lizzie Mary Cullen (Tradução de Renata Moritz)

Viaje ao redor do mundo na ponta do lápis! Agora é possível pintar Londres, Paris e Rio de Janeiro. Vistas com o olhar único e divertido de Lizzie Mary Cullen.

Lançamento: Outro silêncio... e outros

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Saudações Leitores!
Gosto de livros que nos fazem questionar e pensar em muitas coisas dentro daquela história na medida em que vamos lendo e O Gigante Enterrado* me proporcionou esse sentimento. O livro foi recentemente lançado pela Companhia das Letras que me enviou uma prova do mesmo para que eu pudesse resenhar, agora vocês conferem abaixo o resultado da leitura.

O Gigante Enterrado, Kazuo Ishiguro, São Paulo: Companhia das Letras, 2015, 400 pág.
Traduzido por Sonia Moreira

O Gigante Enterrado (2015, The Buried Giant) é um livro de Kazuo Ishiguro, que há 10 anos sem escrever presenteia, novamente, seus leitores com mais uma obra. Ishiguro é nasceu no Japão, mas erradicou-se na Inglaterra. Trata-se de um escritor com romances premiados e já adaptados cinematograficamente, escreveu o livro Não Me Abandone Jamais, Noturnos, Quando Éramos Órfãos e Os Resíduos do Dia.
Logo no começo da obra começamos a acompanhar um casal de idosos Axl e Beatrice que saem do lugar onde moram para ir a procura de seu filho, já que estão há anos sem se encontrarem. Portanto, a narrativa fala sobre essa viagem do casal, os percalços, as aventuras e descobertas.
É interessante ressaltar que a história se passa em uma terra marcada por guerras e há algo místico onde os personagens não conseguem se lembrar quem são e nem de seus passados com exatidão. No princípio do livro pensei que isso se dava porque o casal era idoso, com o desenrolar da narrativa percebi que havia um mistério, uma névoa (como os personagens chamam) de esquecimento que se alastrou por todas as pessoas, com o prosseguimento da narrativa, vão surgindo outros personagens que acompanham o casal de idosos nessa jornada, que acaba mudando completamente de rumo.
"É muito esquisito mesmo como o mundo está esquecendo das pessoas e de coisas que aconteceram ontem ou anteontem. É como se uma doença tivesse contagiado a todos nós." (p.27)
Nesse ínterim, surgem o guerreiro Wistan, o menino aprendiz Edwin, e o cavaleiro de Artur, Sir Gawain. Todos os personagens juntos debatem sobre diversas temáticas e conceitos que nos fazem questionar e recordar um pouco da nossa própria vida. Ficamos a par que a névoa do esquecimento é fruto do bafo da dragoa, que deve ser morta para que todos possam recordar de seu passado.
Na medida em que essa viagem torna-se uma aventura e ao mesmo tempo algo além do que Axl e Beatrice imaginaram ao sair da comunidade em que moravam, vamos percebendo descobrindo fatos sobre a vida de cada um dos personagens que de certa forma estão todos ligados, mas que por conta da névoa, jamais poderiam saber, tais detalhes vão se delineando em sonhos, pequenas recordações, coisas que aparentemente os próprios personagens têm dúvida se o que lembram é/foi real ou não.
"Eu me pergunto se, sem as nossas lembranças, o nosso amor não está condenado a murchar e morrer." (p.59)
Esse é um ponto genial do livro, porque o leitor se coloca sob a névoa do esquecimento também, ou seja, não somos apenas leitores passivos, nós acabamos participando dessa narrativa, estamos sob o efeito da névoa, não recordamos o nosso passado, que é o passado da humanidade, porque nem toda a história possível seria capaz de nos fazer lembrar todas as vitórias, guerras, perdas e dores pelas quais a humanidade já passou.
"Se as nossas lembranças voltarem e, entre elas, a de momentos em que te desapontei, ou de atos condenáveis que eu um dia possa ter cometido e que a façam olhar para mim e não enxergar mais o homem que você está vendo agora, me prometa uma coisa pelo menos: prometa, princesa, que não vai esquecer o que sente por mim no fundo do seu coração neste momento. Pois de que adianta uma lembrança voltar da névoa se for para apagar outra? Você me promete isso, princesa? Promete que vai guardar para sempre no seu coração o que está sentindo por mim agora, não importa o que você veja quando a névoa passar?" (p.320)
Sem dúvida, O Gigante Enterrado, é um desses livros que nos fazem refletir sobre nossa própria história, sobre tudo aquilo que esquecemos e já não somos mais capazes de lembrar. Durante toda a leitura me deparei com temas absurdamente fantásticos e passíveis de um estudo mais aprofundado, de uma pesquisa e análise literária, sem dúvida, se eu tivesse algum artigo para fazer sobre algum livro, eu escolheria esse.
Não vou dizer que a leitura é fácil, leve, fluida, os livros de Ishiguro, pelo menos o que já tinha lido anteriormente (Não Me Abandone Jamais) não é uma leitura fácil e bonitinha, é uma narrativa lenta, lenta como uma viagem a pé, para fazer o leitor pensar e assimilar o que está lendo. Kazuo Ishiguro tem uma narrativa madura, um estilo próprio, um jeito lento de contar estórias e uma forma peculiar de misturar realidade, ficção e elementos fantásticos/absurdos.
"_Axl, me dia uma coisa, se a dragoa morrer mesmo e a névoa começar a se dissipar... Axl, você alguma vez já teve medo do que nós vamos descobrir quando isso acontecer? 
_ Mas você mesma não disse, princesa, que a nossa vida juntos é como uma história com final feliz, não importa que curvas ela tenha feito no caminho." (p.308)
O leitor tem que se entregar a essa leitura para poder tentar recuperar sua essência, não é apenas uma leitura para entreter e passar o tempo, é um livro para inquietar. Apesar de eu ter gostado muito, sei e reconheço que o livro pode não agradar a todo tipo de leitor, acredito que é uma leitura madura, complexa e metafórica que merece ser observada, sobretudo, as entrelinhas, o não-dito.
Para concluir, quero ressaltar o próprio título do livro O Gigante Enterrado, daria um bom estudo sobre o que é o gigante enterrado e o porquê desse título tão metafórico, Fabuloso desde a escolha do título ao seu desenvolvimento.
"O gigante, que antes estava bem enterrado, agora se remexe." (p.369)
Minha experiência anterior com o escritor, fez-me apreciar bem mais esse livro do que o anterior, porque antes eu não sabia que estilo de narrativa esperar e agora, bem mais preparada e mais madura literalmente e literariamente, inclinei-me a apreciação da obra e gostei, não obstante, creio que em alguns momentosa narrativa se tornou brevemente maçante, mas o escritor soube contornar esse detalhe, com partes bastante eletrizantes e misteriosas. No fim da leitura fiquei com saudade, confesso que fiquei afeiçoada aos personagens – sobretudo ao casal de idosos – e chegar ao fim, com aquele Fim, me deixou saudosista.

*Esse livro foi cortesia da Companhia das Letras, para maiores informações acerca do mesmo acesse AQUI.

Resenha: O Gigante Enterrado - Kazuo Ishiguro

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Instagram