Resenha: "Almas Gêmeas" de Nicholas Sparks

Almas Gêmeas, Nicholas Sparks, São Paulo: Editora Arqueiro, 2018, 272 pág.
Tradução: Fernanda Abreu
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Saudações Leitores!
Almas Gêmeas (Every Breath, 2018) é livro mais recente do consagrado Nicholas Sparks, escritor norte-americano, inclusive, trata-se de seu vigésimo segundo livro. Vale ressaltar que, aqui no blog, temos resenhas de: Um Amor Para RecordarNoites de TormentaA EscolhaO Melhor de MimUm Homem de SorteUma Carta de AmorNo Seu OlharA Última Música  e Querido John.

Sei que o autor divide opiniões ente os que o amam e os que o detestam, afirmam que seus romances são muito clichês, previsíveis e água com açúcar, mas, particularmente, não concordo, pelo contrário: quando leio o "tio" Nick sempre enxergo elementos surpresas que tornam os livros ainda mais envolventes e emocionantes.
"O destino que mais importa na vida de qualquer um é aquele relativo ao amor."
No caso de Almas Gêmeas, Nicholas Sparks, nos "brindou" com várias surpresas, aqui viajaremos com seus personagens pelo Zimbábue, na África, ficaremos sabendo alguns problemas políticos da região, e também estaremos em Sunset Beach, na Carolina do Norte (Estados Unidos).
Nesse volume, conheceremos Hope Anderson, uma mulher que já passou dos 30 anos. Ela está em Sunset Beach no chalé da família que foi posto à venda para custear as despesas com a saúde de seu pai, diagnosticado com ELA, além disso, Hope está no chalé por conta de um casamento que acontecerá na região, para completar, ela e seu namorado terminaram e, por conta disso, está cheia de dúvidas a respeito dessa relação.

Justamente nesse período, em que Hope está no chalé; Tru Walls, que é um guia de safáris no Zimbábue, está também em Sunset Beach por conta de uma misteriosa carta do seu pai biológico que nunca conheceu chamando-o para um encontro nessa praia. Sunset Beach torna-se o palco do encontro entre Hope e Tru. E é assim que o romance começa.
"As pessoas falam sobre a verdade como se ela fosse a solução para todos os problemas da vida... Às vezes a verdade pode fazer mais mal do que bem."
É claro que teria praia, verão e romance em um livro do Sparks, mas não é somente isso, Almas Gêmeas tem um começo totalmente inesperado, onde o próprio autor se insere dentro dessa história, fazendo com que ela só fosse possível através da sua reconstrução de fatos e buscas incansáveis, após um começo de livro tão fenomenal, temos um fim absolutamente inesperado e surpreendente em vários pontos, provando, sim, que Nicholas Sparks é uma caixinha de surpresas em seus romances. Jamais imaginei, durante a leitura, o que se desenrolou no final. Genial.

Apesar de aderir a sua "formula de sucesso", "tio" Nick consegue colocar detalhes especiais em todos os seus livros e assim lhes imprime autenticidade, não foi diferente com Almas Gêmeas no final estava encantada com o que li.
"Eu quero você, só você, para sempre. Você conseguiria mesmo desistir do que existe entre nós sem se arrepender?"
Não nego, em momento algum, que Almas Gêmeas tem uma parte totalmente previsível - como sempre há nos livros do autor - mas, aqui, existem pequenos detalhes e surpresas que se tornaram "presentes". Sempre acreditei que a maioria das pessoas costumam falar sempre das partes previsíveis das obra do Nick, do drama e do romance, isso é uma pena, pois o autor traz tantos outros pontos importantes em seus livros que mereciam ainda mais destaque.
"O romantismo de verdade era espontâneo, imprevisível e podia ser tão simples quanto ouvir um homem ler uma carta de amor encontrada numa caixa de correio solitária numa tarde chuvosa de setembro."
Aqui temos uma realidade e ficção numa linha tênue, encorajadora. Nick traz à tona os sentimentos e reflexões do leitor sobre o cotidiano e sobre as dificuldades da vida: até que ponto estaríamos dispostos a lutar pelo amor? O que seríamos capazes de largar para vivermos uma grande paixão? As nossas escolham são capazes de afetar apenas nossa vida ou a de outras pessoas?

SIM, tudo em Almas Gêmeas e na própria vida das pessoas está relacionado ao amor e aqui nos deparamos com o amor entre a família, entre amantes, entre irmãos, a tentativa de encontrar a si mesmo sem se perder, a tentativa de resgatar suas histórias pessoais.
Nicholas Sparks teve muito tato ao falar de relacionamentos atuais e ex-relacionamentos, também soube trazer em seu livro elementos que provavam o quanto Hope estava vivendo um relacionamento tóxico com Josh (namorado dela), mas que por conta de seus anseios e expectativas não percebia e, quando conheceu Tru, viu seu relacionamento com outros olhos. Confesso para vocês que odiei fortemente o Josh. Também fiquei chateada com Hope pelas suas inseguranças e suas escolhas. Também me chateei com o próprio Tru por ser tão compreensivo e cavalheiro quando deveria ter sido mais firme.

Para completar o autor trouxe em  seu livro vários "modelos" de família: famílias que se amam, que se separaram, que são abusivas, que ignoravam a existência um do outro enfim, famílias reais, modelos que existem além das páginas do livro. Ademais, o autor mostrou que todas as famílias tem seus problemas, preocupações e desafios: sejam entre os integrantes, sejam lutas contra doenças, sejam de almejarem mais e mais poder, mas todas as estórias rumam para o encontro, o desencontro, o amor e o perdão.
"Queria que as pessoas soubessem que o amor muitas vezes fica à espreita, pronto para florescer quando menos se espera."
Ler Almas Gêmeas  foi uma experiência tão incrível, logo eu já estava com saudades do autor, pois fazia um tempinho que não o lia e, apesar de reconhecer que existe um tempo certo para cada leitura e que as nossas experiências particulares e nossos pensamentos fazem toda a diferença durante a leitura, gostaria de indicar o volume e pedir para que abram o coração, pois só assim determinados tipos de livros (principalmente os do Nicholas Sparks) poderão nos tocar ainda mais profundamente.

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