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O Ladrão do Tempo, John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2014, 568 pág.
Tradução: Henrique de Breia e Szolnoky
Comprar: Amazon


Saudações Leitores!
O Ladrão do Tempo (The Thief of Time, 2000) é, cronologicamente, o romance de estreia do escritor irlandês John Boyne, mas foi publicado no Brasil apenas em 2014, após a publicação de outros livros que se tornaram bastante populares em nosso país. Aqui no blog temos resenha de vários livros do escritor AQUI.

Aqui vamos acompanhar a vida de Matthieu Zéla que tem mais de 250 anos e é o ladrão do tempo, a narrativa é contada por este próprio personagem que vai relatar fatos de sua infância, adolescência e alguns anos de vida adulta, além de contar também sobre seu tempo atual em 1999 quase beirando a terceira virada do século de sua vida.
"Acredito há muito tempo que a aparência é a mais enganosa das características humanas e fico feliz por ser a prova viva da minha teoria."

Resenha: O Ladrão do Tempo - John Boyne

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Dia de Folga: Um Conto de Natal, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2013, 20 pág.
Tradução: André Czamobai
GRÁTIS: Amazon

Saudações Leitores!
Já faz algum tempo que o conto Dia de Folga foi lançado no Brasil, escrito por  John Boyne,  um dos meus escritores favoritos, que também escreveu: O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa, TormentoFique Onde está e Então Corra, Uma História de Solidão, O Menino no Alto da Montanha.

Resenha: Dia de Folga - Um Conto de Natal - John Boyne

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Saudações Leitores!
Gente, meu coração tá explodindo de vontade de falar de O Menino no Alto da Montanha porque amei com todas as minhas força e preciso desabafar e fazer com que vocês desejem ler também.

>>> Para saber mais sobre esse livro acesse AQUI.


O Menino no Alto da Montanha, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2016, 225 pág.
Traduzido por: Henrique de Breia e Szolnoky

The Boy at the Top of the Mountain (2015)  é o mais novo livro do meu escritor irlandês favorito, John Boyne, publicado no Brasil com o título O Menino no Alto da Montanha, Sou suspeita para falar do livro já que, como disse, sou fã do autor. Tem resenha de outros livros do Boyne aqui no blog: O Menino do Pijama ListradoO Garoto no ConvésO Palácio de InvernoNoah Foge de CasaTormento, Fique Onde Está e Então Corra e Uma História de Solidão.

Para início de "conversa", O Menino no Alto da Montanha tem como contexto histórico a época da Segunda Guerra Mundial e a história é dividida em três partes. Durante as três partes vamos acompanhar a história de Pierrot.


Na primeira parte acompanhamos Pierrot, uma criança de sete anos vivendo com sua família na França e tem como melhor amigo um judeu. Pierrot em sua imensa inocência e ingenuidade não consegue compreender as constantes brigas de seus pais: um alemão (que lutou na guerra) casado com uma francesa. Há muitas coisas que Pierrot não consegue entender, inclusive a questão do preconceito contra os judeus, tanto que sua amizade com um judeu surdo é um dos exemplos de sua inocência e pureza. A amizade é retratada com demasiada delicadeza, é impossível não se encantar com essa parte.


No entanto, já na segunda parte do livro começam a acontecer muitas mudanças na vida de Pierrot, sobretudo quando fica órfão e vai parar num orfanato até que encontram sua tia Beatrix - a qual ele sempre ouviu falar, mas nunca tinha conhecido - e ela manda buscá-lo para morar com ela numa casa no alto da montanha chamada Berghof em que ela trabalhava como governanta. Essa parte do livro é bem complexa, pois Pierrot vai conviver com os alemães e aprender coisas nunca imaginadas, terá que perder um pouco sua identidade e suas memórias e isso começa a partir do nome, quando sua tia Beatrix o troca por Pieter, para que soe mais alemão. Pierrot não entende muitas coisas, no entanto, aos poucos vai se transformando e mudando seu comportamento, sobretudo quando conhece o dono da casa que aceitou sua presença nela: Adolf Hitler. Pierrot está numa fase de crescimento e se vê exposto a uma série de ideologias que contradiziam seu passado, mas que Pieter aceita e passa a seguir de maneira achar que a crueldade é o que há de normal e certo.

"Por favor, confie em mim. Você pode continuar sendo Pierrot no coração, claro. Mas, no alto da montanha, quando houver outras pessoas por perto e, principalmente, quando o senhor ou a senhora estiverem lá, você será Pieter."(p.86)


Já na terceira e última parte vemos Pierrot - agora totalmente Pieter - completamente seguidor das ideias de Hitler e completamente diferente de quem era quando chegou no alto da montanha, Pieter não é puro e inocente, fazendo coisas inimagináveis para sua tão tenra idade. Confesso que precisei de força para ler esse livro, porque é cruel e tão real... ver uma criança ingenua e pura se tornar algo tão monstruoso por pura influência de Hitler. É doloroso ver como se desenvolve essa parte do livro, inclusive depois da derrota da Alemanha na guerra, a morte de Hitler e a invasão de Berghof.

Sim, há um epílogo onde podemos conhecer ainda mais que fim levou Pierrot e como anda seus sentimentos em relação a culpa, arrependimentos ou não, como ele está lidando com a consciência. Essa parte é fabulosa, sim, mas ao mesmo tempo dolorosa, ver um personagem que aprendemos a amar (na primeira parte) e a depois odiar (na segunda e terceira partes) dizer seus sentimentos e responsabilidades diante das escolhas que fez. Pierrot perdeu tanto de sua inocência e caráter que ao final da obra só conseguimos ver um lastimável, solitário e desolado Pieter independente do que tenha ou venha a construir.


Como sempre, acho incrível como John Boyne constrói suas histórias em contextos tão trágicos e ao mesmo tempo faz com que o leitor além de se emocionar possa refletir sobre o que está lendo, sobre a pior "face" do homem.

Ao terminar a leitura de O Menino no Alto da Montanha fiquei inquieta, uma parte eufórica por ler algo tão bem escrito e outra parte triste, porque é uma história triste - não há nada de feliz em uma guerra - e é extremamente angustiante acompanharmos a transformação de uma criança com sua mente fraca/pura/inocente sendo corrompida por ideologias devastadoras e cruéis, transformando um bom coração em algo tão cheio de maldade a ponto de considerar aquele caminho aquela forma de ver a vida a correta, já que foi o que lhe ensinaram - um caminho trilhado por outros o qual foi "forçado" a percorrer.


Em suma, meu coração se despedaçou com essa leitura, novamente, Boyne, foi um escritor destruidor e ao mesmo tempo magnifico. Sem dúvida, Boyne, nasceu para escrever e continua no topo dos melhores escritores que já li. Sem dúvida alguma você, leitor, deveria dar uma chance a esse livro, certamente não haverá arrependimentos, no entanto, caso não o leia, está perdendo a oportunidade de ler algo bem escrito, com uma história fabulosa e envolvente.

Resenha: O Menino no Alto da Montanha - John Boyne

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Saudações Leitores!
Como fã de John Boyne eu precisava conferir seu livro recém lançado no Brasil: Uma História de Solidão* e a leitura foi uma experiência marcante, como sempre esse escritor me surpreende, me emociona e o principal: não me decepciona. Quero compartilhar minha opinião com vocês e através delas motivá-los a lerem!


Uma História de Solidão, John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2016, 416 pág.
Traduzido por Henrique de Breia e Szolnoky

A History of Loneliness foi publicado originalmente em 2014, mas apenas recentemente publicado no Brasil com o título Uma História de Solidão escrito pelo irlandês John Boyne, autor best-seller de O Menino do Pijama Listrado e outros títulos como: O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa, Tormento, Fique Onde está e então Corra.
Sou fã de John Boyne e toda vez que pego um livro dele para ler já sei que vou gostar e vou me emocionar de alguma forma, esse escritor tem um potencial enorme e é sempre um prazer lê-lo.
Em Uma História de Solidão não foi diferente: o livro é narrado em primeira pessoa por Odran Yates, um padre irlandês que vai alternar sua história no presente com lembranças do passado, reforçando o dia em que sua mãe, uma católica fervorosa, teve uma epifania de que Odran deveria ser padre e posteriormente como foi mandado para um colégio para sua formação sacerdotal.
"Que mundo é este em que vivemos, quanto mal causamos às crianças." (p.70)
Toda a infância, adolescência Odran foi muito influenciado pelas ideologias do catolicismo e as tradições religiosas. No seminário ele percebe que leva jeito para padre, mas nem todos que estão ali (muitas vezes de forma forçada) têm a mesma “vocação”, isto inclui seu companheiro de quarto e melhor amigo: Tom Cardle.


Após anos e depois de ter ido para Roma e ter voltado à Irlanda, Padre Odran Yates vai ensinar no Terenure College, após se adaptar a vida no colégio e a rotina ele é mandado para uma paróquia (antiga paróquia de padre Tom Cardle), após essa mudança radical em sua vida. Odran percebe que nunca mais ouviu falar de Tom.
Com uma narrativa não linear o leitor vai juntando os ‘pedaços’ das histórias e vai se delineando uma série de coisas que dão pistas sobre o rumo da história, sobre os segredos que girão em torno do catolicismo.
“Me sentei e, em seguida, estava chorando. Não por mim, acho que não; não pelos horrores das últimas vinte e quatro horas. E sim por como as coisas tinham mudado. Houve uma época em que as pessoas confiavam nos padres, quando levavam um menininho perdido à casa paroquial, não à delegacia. Hoje, era impossível conversar com uma criança sem ser alvo de olhares atravessados. Era impossível fazer uma reunião com os coroinhas sem um pai presente pra garantir que você não tentasse nada com os meninos. E era impossível ajudar uma criança que estava aflita e perdida sem que todos presumissem que você estava tentando raptá-la, sem que cuspissem a palavra pedófilo na sua cara." (p.211)
Em Uma História de Solidão John Boyne aborda bem um tema obscuro: a pedofilia cometida por vários padres que até o final do século passado eram ocultadas pela igreja. Na Irlanda, um país católico passou por vários casos de abusos como esses que ganharam manchetes e noticiários. A história é absolutamente verossímil o que um valor cada vez maior a obra que contou com uma vasta pesquisa por parte do autor.
Uma coisa que me incomodou e muito foi o personagem principal e nosso narrador: Padre Odran Yates que me pareceu ingênuo demais, sem convicção e simplesmente parecia não ter coragem de enfrentar sua vida. Não parece ser uma atitude de alguém com uma idade tão avançada, mas também tentei levar em consideração as cicatrizes que ele carregava, os problemas pessoais e familiares que ele tinha não resolvidos que o atormentaram sempre.


O desfecho foi assustador, triste, angustiantes, mas com o andar da carruagem era previsível. Além da pedofilia John Boyne trata de homossexualismo e os novos parâmetros sociais e religiosos. É muito interessante ler um livro profundo, bem escrito e cheio de história e situações “reais”. De certo modo, é bem difícil lidar com alguns fatos relatados, mesmo ficção o livro tem um peso de denunciar a cultura do secretismo.
"Se eu não conseguir enxergar algo de bom em todos nós e esperar que a dor compartilhada por todos tenha um fim, então que tipo de padre eu sou? Que tipo de homem?" (p.352)
Uma História de Solidão é, de fato, uma obra que critica não apenas ao catolicismo irlandês, mas mundial. Além disso critica a sociedade, as pessoas, a ética, a “justiça” que muitas vezes nem chega a acontecer.


*Este livro foi cortesia da Editora Companhia das Letras, para mais informações clique AQUI.

Resenha: Uma História de Solidão - John Boyne

terça-feira, 12 de abril de 2016

Saudações Leitores!
Não entendo o motivo de eu ter demorado tanto tempo para ler Fique Onde Está e Então Corra*, pois é um livro que eu tinha certeza que iria gostar, não há nada que John Boyne escreve que eu não goste, ele é um dos meus escritores favoritos. Fato. Agora deixo vocês com minha resenha:


Fique Onde Está e Então Corra, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2014, 222 pág.
Traduzido por Henrique de Breia e Szolnoky

Stay Where You are and Then Leave (2013), no Brasil, Fique Onde Está e Então Corra foi escrito pelo irlandês John Boyne, mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa e Tormento, já resenhados aqui no blog.
Quem leu minhas resenhas anteriores dos livros do John Boyne já deve ter percebido o quanto sou fã do escritor e admiro não só os temas que ele aborda, mas a forma fantástica, triste e ao mesmo tempo sensível de falar sobre coisas sérias.
Fique Onde Está e Então Corra se passa durante a Primeira Guerra Mundial, e foca no menino Alfie Summerfield e sua família. Alfie tem 5 anos quando seu pai George se voluntaria para ir a guerra. Alfie sente saudades do pai todos os dias, pois o tinha como herói e, com 5 anos, Alfie é inocente e não entende as cruéis consequências da guerra, mas sentirá na pele algumas dela.
Com o pai na guerra e sem a previsão dessa guerra acabar, Margie – mãe de Alfie – passa a trabalhar para conseguir o sustento dela e do filho, então Alfie terá que lidar com mais essa perda: ele tinha um pai e uma mãe presentes que, na medida em que a guerra se estendia por longos anos se afastavam. Alfie passou a perceber, mesmo em sua inocência e já com 9 anos de idade, que ele era o homem da casa.
Alfie passou a trabalhar escondido para ajudar em casa, no entanto ele não esquecia o pai: achava que algo tinha acontecido, mas apesar de não saber o que era, pressentia que a mãe não era completamente honesta. Então, o menino busca descobrir, por conta própria o que estava acontecendo.
Fique Onde Está e Então Corra é de uma delicadeza incrível e chega a doer algumas partes, porque sabemos o que vem com a guerra: mortes, necessidades, famílias destroçadas, perda da inocência, soldados com as mentes estilhaçadas do terror que viram na guerra. Como não se emocionar com um assunto tão sério e tão real?
John Boyne, eu te amo, por me lembrar de nossa história, de nossas perdas: porque, numa guerra, ambos os lados saem perdendo, mesmo quando ganham. Isso é incrivelmente demonstrado no livro, de uma forma sagaz que o leitor verá se delinear ao ler cada palavra.
Se você, caro leitor, ainda não leu Boyne, não deixem de ler, sem dúvida irá se encantar com o autor. Particularmente Fique Onde Está e Então Corra tem uma linguagem bem infanto-juvenil, pois trata-se de um livro destinado para jovens, mas ele é demasiadamente rico e envolvente a ponto de prender qualquer tipo de leitor.


* Este Livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

Resenha: Fique Onde Está e Então Corra - John Boyne

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Saudações Leitores!
Quando li John Boyne a primeira vez foi o livro O Menino do Pijama Listrado e fiquei encantada, mas foi com O Garoto no Convés que me apaixonei pelos livros de John e me tornei fã, tanto que já li O Palácio de Inverno e Noah Foge de Casa, que, como Tormento, trata-se de um infantojuvenil. Quero agradecer a Editora Seguinte por ter me enviado o exemplar de Tormento, apreciei a leitura. Confiram a resenha.

Tormento, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2014, 88 pág.
Traduzido por Carlos Alberto Bárbaro


The Dare é uma novela do escritor best-seller irlandês, John Boyne, escritor premiado e mais conhecido por seu livro O Menino do Pijama Listrado. Boyne já escreveu vários livros e inclusive O Menino do Pijama Listrado já sofreu adaptação cinematográfica.
Tal como em Noah Foge de Casa, Tormento é um livro infantojuvenil e tem pontos bem similares, apesar de que em Noah temos uma mistura de conto de fadas, e uma atmosfera utópica. Tormento, pelo contrário tem uma narrativa mais real, sem fantasia e aborda a história de Danny Delaney, 12 anos, que foge de casa após sua mãe atropelar um garoto e ficar completamente desestruturada, esquecendo a família. O pai de Danny tenta segurar as pontas da família e fazer a mulher perceber que a culpa não foi dela, mas os esforços dele são em vão. Danny percebendo o abandono da mãe e a irritação do pai, resolve que não quer mais morar com eles e foge de casa, na rua ele vive momentos de grande tensão até, enfim, o desenrolar da narrativa, que é como o esperado.
Tormento, não é um livro para surpreender o leitor, mas trata-se de uma narrativa para encantar e ensinar o leitor, a mensagem no final é maravilhosa e a leitura é extremamente rápida. Na verdade, este livro é muito curto e em pouco tempo dá para terminar de ler. Até porque, John Boyne, é um narrador fabuloso e torna esta história algo envolvente e cativante.
Sou suspeita para falar, até porque sou fã de Boyne, mas acredito que se existe um escritor capaz de fazer mágica com palavras escritas esse escritor é John Boyne, ele consegue colocar doçura em histórias capazes de partir nosso coração e em todas as suas histórias, do decorrer ao fim, percebemos várias razões para se refletir na mensagem do livro.
Mesmo com personagens tão simples como em Tormento, o escritor soube fazê-los especiais e complexos em sua essência psicológica. E, embora, algumas pessoas não gostem de livros infantojuvenis, acredito fervorosamente que ler um infantojuvenil de John Boyne é uma experiência indescritível e que vale a pena. Quem tiver oportunidade, fica a dica!

Camila Márcia

Resenha: Tormento - John Boyne

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Saudações Leitores!
Para quem acompanha o blog de longas datas sabe o quanto sou fã de John Boyne e o considero um de meus escritores favoritos, não só por ser um mestre na narrativa, mas pelos temas que aborda sempre com conteúdos históricos, pois gosto de livros assim que são capazes de ensinar e entreter bastante, apesar de muita ficção, é claro, entretanto, o bom narrador é aquele capaz de convencer o leitor e John Boyne sabe fazer isso com categoria. Obrigada a Companhia das Letras pelo exemplar disponibilizado para a resenha, definitivamente, esbaldei-me lendo O Palácio de Inverno.


O Palácio de Inverno, John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2010, 456 pág.
Traduzido por Denise Bottmann

Com o título original The House of Special Purpose (2008) foi publicado no Brasil com o título O Palácio de Inverno. Escrito pelo romancista irlandês John Boyne que também escreveu os best-sellers O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés e Noah Foge de Casa [todos já resenhados aqui no blog].
O Palácio de Inverno é narrado em primeira pessoa pelo narrador personagem Geóguie Jachmenev, um ex-mujique que teve sua vida mudada no ano de 1915. O enredo é alternado entre tempo cronológico e psicológico. O ano do início do enredo é 1981, mas a história acontece muito tempo atrás e Geóguie Jachmenev volta constantemente ao passado para contar sua história.
É no ano de 1915 que a vida de Geóguie Jachmenev muda, quando ele salva a vida de um membro da família real da Rússia que passava pelo pobre e explorado povoado de Cáchin, onde o narrador personagem vivia com sua família e, a partir desse ato impulsivo que foi visto como ato de coragem Geóguie tem sua vida mudada e é levado para o Palácio de Inverno onde a família do Czar Nicolau Nicolaievitch II mora para que ele possa fazer parte da guarda particular de Alexei, filho do czar. A família Romanov está a frente da Rússia por várias dinastias.
É no Palácio de Inverno que Geóguie se apaixona pela filha mais nova do czar, Anastácia, e reconhece as impossibilidades desse amor, como ele um pobre mujique pode namorar e casar com a filha do czar, que é considerado por todos como o ungido por Deus.
Nesse ínterim, a Rússia está em guerra e muitas coisas acontecem e a narrativa repassa um conteúdo histórico e a experiência vivida por Geóguie e toda a família do Romanov. Os perigos e mistérios estão presentes em toda a narrativa de John Boyne, que mescla com maestria o amor impossível de Geóguie e Anastácia, dando um ar de magia e fazendo o leitor desejar e imaginar mil e uma possibilidades para que tal amor aconteça.
A narrativa sempre intercalada com o tempo passado e o presente leva o leitor a um passeio histórico entre os anos 1915 ao 1981, o passado e o presente na vida de Geóguie. que exilado da Rússia vive em Londres e passa por dificuldades com sua mulher Zoia.
John Boyne tem o dom de narrar e O Palácio de Inverno é a prova disso: não é uma narrativa cansativa embora tenha fatos históricos, não tem personagens bobos, mas alguns com uma ingenuidade peculiar de todo ser humano. Contudo, este livro não é daqueles que tem uma leitura fluida o qual podemos ler em um único fôlego, por ter muita informação a leitura vai acontecer de forma mais lenta e isso não o torna desagradável, pelo contrário, faz-nos refletir bem mais sobre os fatos históricos, o enredo e os personagens.
Como fã de John Boyne e reconhecendo O Palácio de Inverno como uma leitura encantadora e mágica, cuja atmosfera de romance em meio a guerra traz certa poesia, não posso deixar de indicá-lo, sobretudo para aqueles que gostam de ler livros em que fatos históricos se confundem com ficção, tais como acontece com: O Caçador de Pipas, A Menina que Roubava Livros e O Menino do Pijama Listrado. Se já leu e curtiu algum desses títulos, com certeza, irá amar O Palácio de Inverno!

Camila Márcia

Resenha: O Palácio de Inverno - John Boyne

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Saudações Leitores!
Hoje disponibilizo uma resenha especial de um livro maravilhoso e fofo do escritor John Boyne, que vocês já sabe, sou fã. Espero que gostem da resenha e já aproveito para agradecer a Companhia das Letras pelo exemplar enviado. Obrigada!


Noah Foge de Casa. John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2011, 200 pág.
Ilustração de Oliver Jeffers
Tradução de Eduardo Brandão 

Noah Foge de Casa (Noah Barleywater runs away) é mais um livro do autor best-seller John Boyne, autor de O Garoto no Convés, O Menino do Pijama Listrado e O Palácio de Inverno.

Se eu já gostei de John Boyne quando li O Menino do Pijama Listrado e O Garoto no Convés, com este outro livro eu me rendo e me torno fã assumida do autor, que de uma maneira peculiar consegue transmitir sentimento e delicadeza nas palavras, além de adequar a linguagem ao público alvo e mesmo assim agradar a todos os públicos (seja alvo ou não).

Noah Barleywater saiu de casa ainda cedo, antes do sol raiar, antes dos cachorros acordarem, antes do orvalho parar de cair nos campos. (p.07)

O enredo parece simples: Noah, um garoto de 8 anos, foge de casa e o leitor não consegue entender o motivo da fuga, mas na trajetória de Noah para descobrir o melhor lugar para morar vamos descobrindo algumas sutis pistas. Neste ínterim, John Boyne, coloca em sua história fatos fantásticos como animais e objetos com vida e é incrivelmente bem estruturada a narrativa, que por sinal, começa a ficar bem mais interessante quando Noah encontra uma loja de brinquedos e ao entrar nela acaba dialogando com o velho dono, que é um personagem misterioso, mas tal como Noah, vamos conhecendo-o a medida que a narrativa segue seu curso.

Uma vez perdi um ano inteiro, pode acreditar. Botei o ano em algum lugar daqui e quando fui procurá-lo não houve jeito de achar. Tenho sempre a sensação de que um dia desses ele vai reaparecer, quando eu menos esperar. (p.46)

É praticamente impossível não se imaginar lendo um conto de fadas ou associar algumas passagens da obra com outros livros clássicos como Alice no País das Maravilhas, O Pequeno Príncipe entre outros. Ademais o enredo traz uma ‘quê’ de fábula, pois há uma moral, um sentido e uma lição.

Noah sacudiu a cabeça rápido, jogando a risada para longe da sua boca, em direção a um canto da loja de brinquedos, onde ela aterrissou numa pilha de tijolos de madeira e não seria descoberta antes do próximo inverno. (p.54)

Ao final do livro o leitor fica a par do motivo de Noah ter fugido de casa, e verdade seja dita: o motivo é realmente intenso para um menino de oito anos compreender e entender. Sem contar que também se descobre quem é o velho da loja de brinquedos e devo admitir: esse personagem me intrigou e me arrependo de o ter considerado um velho gagá no principio, pois percebo o quão sábio ele era, ainda mais depois de tantas experiências.

Um menino que foge de casa tem de estar sempre andando. Não pode parar em lugar nenhum, para não ser encontrado. E pode correr o risco de fazer amigos, se ficar muito tempo em algum lugar. (p.179)

Vale ressaltar alguns detalhes sobre a narrativa: ela acontece em terceira e primeira pessoas. A história de Noah é contada em terceira, mas no decorrer da mesma são intercaladas as histórias que o velho da loja de brinquedos conta  e acontecem em primeira pessoa. Tal estilo dá uma dinâmica na narrativa.

Noah Foge de Casa foi uma leitura encantadora e fluida, o livro é pouco volumoso e em pouco tempo dá para ler. Entretanto, o leitor deve ter em mente que vai ler algo surreal e real ao mesmo tempo, que da narrativa vai tirar uma lição de vida e durante a leitura vai ficar se questionando se tudo não passa de um sonho. O mistério da fuga também é envolvente e para os curiosos de plantão é um prato cheio.

Camila Márcia

Resenha: Noah Foge de Casa - John Boyne

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saudações Leitores!
John Boyne é O Cara! Simplesmente O Garoto no Convés me rendeu, posso dizer que me tornei fã de Boyne, agora irei perseguir todos os livros dele!
Quando li O Menino do Pijama Listrado tinha ficado encantada com a história e a simplicidade e delicadeza com que o autor a tinha contado, mas devo confessar - com um grande sorriso no rosto - que O Garoto no Convés, na minha humilde opinião é muito melhor do que O Menino do Pijama Listrado. Confiram a resenha e não deixem de comentar com a opinião de vocês:


O Garoto no Convés. John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2009,496 pág.
Tradução de Luiz A. de Araújo

O Garoto no Convés, do escritor irlandês John Boyne, autor do tão conhecido best-seller O menino do pijama listrado, também traz em seu enredo fatos históricos entremeados de ficção. No caso deste livro, temos como fato histórico o motim ao HMS Bounty, navio da Marinha Inglesa.
A história se passa entre os anos de 1787 a 1789, e é narrado pelo protagonista, o adolescente John Jacob Turnstile. O menino era um jovem ladrão que sendo pego pela polícia acabou indo parar no navio cujo Capitão era o senhor Bligh o navio tinha destino à Otaheite e durante todo o percurso de navio muitas aventuras acontecem, mas também fatos desagradáveis e, claro, o motim do Bounty que proporcionou momentos terríveis.

"Havia um demônio no ar entre nós, invocado não pelos marinheiros nem pelo capitão, e sim por aquelas duas criaturas gêmeas, o barco e a ilha: um a chamar de volta o seu capitão, a outra a arrastar seus novos cativos cada vez mais para o fundo." (p.280)

Boyne surpreende com uma história que tinha tudo para ser cansativa e sem emoção e torna-a fantástica, bem elaborada e muito bem narrada. Uma aventura marinha cujo leitor pode entrar na história e sentir o cheiro do mar. Impossível não se envolver.
Outro ponto que merece destaque é que o autor consegue adequar a idade do narrador com a linguagem utilizada e também coloca características linguísticas presente na classe social do narrador e dos ambientes em que ele convive. Isso não é novidade, principalmente para aqueles que já tiveram a oportunidade de ler O menino do pijama listrado, pois lá também há a adequação da linguagem e classe social. De fato, isso torna a leitura mais gostosa e coerente.

"Parece-me que um homem pode conviver com outros homens, convencido de que faz parte de uma comunidade, certo de comungar dos mesmos pensamentos e planos, sem nunca saber o que na verdade se passa." (p.294)

Sou toda elogio para com O Garoto no Convés, pois o livro me encantou e tocou profundamente, houve momentos de risadas e momentos tensos o que me deixava com mais vontade de ler. Indubitavelmente, John Boyne se tornou um dos meus escritores favoritos e em breve vou ler outra obra dele, pois esse autor sabe, excepcionalmente bem, como contar uma história. Indico a todos: vale apena navegar sobre o Bounty.

Camila Márcia

Resenha: O Garoto no Convés - John Boyne

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Saudações Leitores!
Hoje posto a resenha de um livro que se tornou bastante especial para mim, não só no quesito enredo, mas a narrativa é cativante e envolve fatos históricos (gosto de livros assim), os personagens são tão reais que poderiam realmente ter existido e outro ponto é a diagramação do livro que é ótima e tem uma capa simples, mas demasiadamente linda. Quero agradecer a Companhia das Letras pelo envio deste livro para resenha. Sem mais delongas vamos conferir:


O Menino do Pijama Listrado, John Boyne, São Paulo: Companhia das Letras, 2007, 186 pág.
Traduzido por Augusto Pacheco Calil

Com o título original The Boy in the Striped Pyjamas foi publicado em 2006 e tornou-se um best-seller mundial, livro escrito pelo romancista irlandês John Boyne em dois dias e meio (como o próprio autor declarou), já foi adaptado aos cinemas sob o mesmo título da obra.
O livro traz com delicadeza a história de um menino de nove anos chamado Bruno que viveu em uma época da história da humanidade muito difícil, viveu nessa época sem ao menos saber o que se passava, pois sua pouca idade e sua inocência não o alertaram as tristes coisas que ocorriam e nem que seu pai era o comandante de um campo de concentração de judeus.
Bruno, sua irmã Gretel (de doze anos), sua mãe e seu pai viviam em Berlim, mas por causa do trabalho do pai eles vão morar na Polônia, num lugar chamado Haja-Vista, na verdade Auschwitz, um campo de concentração nazista.

"Quando fechava os olhos, tudo ao seu redor parecia simplesmente vazio e frio, como se ele estivesse no lugar mais solitário do mundo. No meio de lugar nenhum." (p.19)

Lá, como nunca tinha o que fazer e nem amigos com quem brincar Bruno fica entediado e decide explorar a redondeza e é assim que conhece Shmuel, um menino da mesma idade dele e que por ironia, ou coincidência, nasceram no mesmo dia e mês. Os dois se tornam amigos apesar de não poderem brincar, pois uma grande cerca separa os dois, o que Bruno não sabia era que do lado em que Shmuel ficava se tratava do campo de concentração comandado por seu pai, ficavam os judeus.

"Os olhos eram bem grandes, da cor de balas de caramelo; os brancos eram muito brancos, e, quando o menino olhou para Bruno, tudo o que este viu foi um par de enormes olhos tristes a encará-lo." (p.96)

John Boyne utiliza uma linguagem simples, com alguns recursos repetitivos agradáveis e engraçados para frisar a mensagem que quer repassar. Traz uma história fascinante que é capaz de tocar até os corações mais endurecidos e, sobretudo, O Menino do Pijama Listrado, nos faz refletir sobre o período histórico e sobre todos aqueles que morreram e sofreram naquela época.

“Você é meu melhor amigo Shmuel, disse ele. Meu melhor amigo para a vida toda.” (p.184)

Este livro também nos faz refletir sobre aquela velha frase clichê: não faça com os outros aquilo que você não quer que façam com você ou com quem você ama. Trágico, mas nem sempre seguimos esse preceito, por isso que nos deparamos com pessoas tão cruéis.
O Menino do Pijama Listrado me emocionou bastante, entretanto, por eu ter assistido ao filme primeiro já sabia o que aconteceria, a única surpresa para mim foi o final, pois são diferentes e, na realidade, gostei mais do final do filme do que do livro. Acredito que esperei algo mais do livro e, contudo, ele não me surpreendeu, mas me deixou encantada e maravilhada com a delicadeza com que o autor narrou uma história tão triste.
Há pessoas que não gostam de ler livros que falem de momentos históricos tão tristes, então para essas pessoas O Menino do Pijama Listrado não iria agradar, pois é triste saber que uma criança (que aqui representa milhares) sofreu tanto sem nem ao menos poder compreender o porquê. Mas para aquelas pessoas que gostam desse tipo de livro: real, dolorido e com final que a própria história da humanidade escreveu, não deixem de ler, pois iram amar. Boa Leitura!

Camila Márcia

Resenha: O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

sábado, 29 de setembro de 2012

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